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Carne suína perde força no atacado, enquanto cortes têm procura aquecida

O mercado de suínos apresentou movimentos distintos nos últimos dias, com oscilações nas cotações do animal vivo e recuo nos preços da carcaça suína negociada no atacado da Grande São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a queda da carcaça representa a primeira variação semanal negativa desde o início de setembro.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a menor liquidez na comercialização da carne suína limitou os avanços dos preços do animal vivo em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

O cenário indica uma diferença de comportamento entre os segmentos do mercado: enquanto as vendas menos intensas pressionam a carcaça no atacado, alguns cortes registram valorização diante do aumento da procura.

Pernil e lombo registram valorização

Na contramão do movimento observado para a carcaça, os preços do pernil e do lombo avançaram nos últimos dias. Conforme o Cepea, a procura aquecida por esses cortes está associada à proximidade das festas de fim de ano.

O aumento da demanda por determinados produtos, porém, não foi suficiente para sustentar as cotações da carcaça no atacado da Grande São Paulo, que registraram recuo semanal após uma sequência de estabilidade ou valorização.

Mercado segue com comportamentos distintos

As oscilações regionais do suíno vivo e a queda da carcaça reforçam a diferença entre os movimentos de preços ao longo da cadeia. Enquanto a comercialização da carne apresenta menor liquidez, a procura por cortes específicos começa a ganhar força com a aproximação do período de festas.

Os dados foram divulgados pelo Cepea em relatório semanal publicado nesta quinta-feira (29).

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