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Segundo Cepea, preço do suíno vivo cai pelo sexto mês consecutivo, enquanto exportações batem recorde

O mercado brasileiro de suínos manteve a trajetória de baixa em junho. Segundo o Boletim do Suíno do Cepea/Esalq-USP, preço do suíno vivo cai pelo 6º mês e exportações batem recorde vivo, posto na indústria registrou o sexto mês consecutivo de queda, refletindo o cenário de oferta elevada e demanda doméstica insuficiente para absorver a produção.

Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), referência para o mercado paulista, a cotação média do suíno vivo foi de R$ 5,25/kg em junho, recuo de 2,9% em relação a maio e de 41,2% na comparação com junho de 2025. Em termos reais, considerando a deflação pelo IGP-DI de maio de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2006.

De acordo com o Cepea, o movimento baixista observado desde o início do ano está relacionado ao crescimento do plantel de matrizes ao longo dos últimos quatro anos, enquanto a demanda doméstica não evoluiu no mesmo ritmo. O boletim destaca ainda que, embora as exportações contribuam para o escoamento da produção, elas não têm sido suficientes para absorver o excedente de oferta, mantendo pressão sobre as cotações.

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada, em média, a R$ 8,58/kg em junho, o menor valor real desde setembro de 2018. Apesar de o clima mais frio e das festividades típicas da época terem favorecido a demanda por carne suína, os estoques elevados da indústria impediram que esse aumento no consumo se refletisse em altas nos preços.

Em contraste com o cenário doméstico, o mercado externo registrou desempenho histórico. As exportações brasileiras de carne suína somaram 785,4 mil toneladas entre janeiro e junho de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997. O resultado representa crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

As Filipinas lideraram as compras da proteína brasileira no período, com 214 mil toneladas, avanço de 32% sobre o primeiro semestre do ano anterior. Segundo o Cepea, o aumento das aquisições está relacionado aos impactos recorrentes da Peste Suína Africana (PSA) no país asiático, que atualmente tem o Brasil como seu principal fornecedor de carne suína.

O boletim também mostra que a desvalorização do milho e do farelo de soja em junho acompanhou a queda do preço do suíno vivo, mantendo praticamente estável a relação de troca para o produtor paulista. Com a venda de um quilograma de suíno vivo, foi possível adquirir 4,95 kg de milho ou 3,15 kg de farelo de soja, indicadores semelhantes aos registrados no mês anterior.

Preço do suíno vivo cai pelo 6º mês e exportações batem recorde

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