Seminário de Suinocultura reúne produtores em Braço do Norte e debate novas regras de biosseguridade em SC
O Sindicato Rural de Braço do Norte promoveu, no dia 10 de dezembro, o Seminário de Produtores de Suínos Independentes, reunindo cerca de 200 participantes no Pesque-Pague Borquet, no bairro Represa. O encontro teve como foco principal a atualização dos produtores diante da Portaria SAPE nº 50/2025, que estabelece novas exigências obrigatórias de biosseguridade para a suinocultura tecnificada em Santa Catarina. Também apresentou a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faesc/Senar com foco para a suinocultura, que orientará tanto nas questões técnicas e gestão quanto nas ações para adequação às normas de Biosseguridade.
A programação iniciou com apresentação do técnico da Cidasc – Departamento Regional de Tubarão, Henrique da Silva Corrêa, que detalhou as principais mudanças trazidas pela Normativa de Biosseguridade. Ela esclareceu prazos, procedimentos, fiscalizações e medidas estruturais que se tornam obrigatórias nas granjas comerciais, reforçando que a adoção das regras é fundamental para preservar o status sanitário diferenciado de Santa Catarina.
No evento, o primeiro vice-presidente de Secretaria do Sistema Faesc/Senar/SC, Enori Barbieri, também abordou os impactos da Portaria nº 50/2025 na sanidade e na suinocultura catarinense. Barbieri destacou que a cadeia produtiva vive um período decisivo e que o rigor sanitário é condição indispensável para manter o Estado como referência nacional e internacional.
“A biosseguridade nunca foi tão decisiva. Cada produtor precisa compreender que cumprir essas normas não é apenas atender a uma exigência legal, mas proteger seu negócio, garantir mercados e preservar a competitividade da suinocultura catarinense. A adequação é urgente e inegociável”, afirmou.
A coordenadora da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/SC, Paula Coimbra Nunes, também apresentou as ações que serão desenvolvidas pela ATeG Suinocultura e destacou o apoio que será direcionado aos produtores no processo de adaptação às novas regras.
Ela anunciou que, por decisão do presidente José Zeferino Pedrozo, o Sistema FAESC/SENAR disponibilizará, por meio do Programa ATeG, um profissional especializado para auxiliar diretamente nas propriedades. “Vamos atuar ao lado do produtor, conforme já realizado em outras 11 cadeias produtivas, oferecendo suporte técnico e gerencial para que todos estejam adequados à Portaria. Nosso objetivo é facilitar a implantação das medidas e fortalecer a gestão das granjas”.
O presidente do Sindicato Rural de Braço do Norte, Edemar Della Giustina, fez um balanço das ações realizadas ao longo do ano e destacou o papel da entidade na defesa e no suporte ao produtor rural.
“Nosso sindicato tem trabalhado intensamente para oferecer orientação, capacitação e representatividade. Mas nada disso faz sentido sem a união da categoria e o apoio do sistema Faesc/Senar/SC. Adequar-se à legislação é fundamental para garantir produtividade, reduzir riscos e assegurar que nossa suinocultura continue forte e sustentável”, enfatizou.
FORTALECIMENTO
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destacou a importância da participação ativa dos produtores em momentos de atualização técnica e enfatizou que as medidas de biosseguridade representam avanços significativos para o setor. Segundo ele, a agropecuária catarinense cresce quando há investimento em tecnologia, modernização e, sobretudo, em sanidade animal.
“Esse tipo de encontro demonstra a força da nossa suinocultura. Quando o produtor busca informação, ele fortalece toda a cadeia. A união e o comprometimento de cada um são essenciais para superarmos desafios e avançarmos com segurança”, pontuou.
Também reforçou que os produtores independentes interessados na ATeG podem procurar o Sindicato Rural de sua região para se inscrever na ATeG Suinocultura.
SOBRE A ATEG
O trabalho desenvolvido pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), executado pelo Sistema FAESC/SENAR em parceria com os Sindicatos Rurais, vai além do suporte técnico: promove o aperfeiçoamento da gestão nas propriedades rurais, ampliando a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das atividades. Com acompanhamento contínuo e personalizado, o serviço contribui para a profissionalização do campo e o fortalecimento da agropecuária catarinense.
Além da suinocultura, a ATeG atende outras onze cadeias produtivas em Santa Catarina: agroindústria, agroindústria apícola, apicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, fruticultura, maricultura, olericultura, ovinocaprinocultura, piscicultura e turismo rural.
