Segundo diretor-executivo da instituição, Ricardo Santin, mesmo se a demanda pelo produto brasileiro aumentar, o mercado interno não corre risco de desabastecimento. A segunda-feira foi de novo estremecimento entre Estados Unidos e China, com a notícia de que o país asiático pediu que suas empresas estatais suspendam a compra de soja e carne suína americanos. […]
Segundo informações da Reuters, a medida da China veio como represália após o governo norte-americano ter afirmado que iria eliminar o tratamento especial dos EUA a Hong Kong para punir Pequim. A China, inclusive, poderia expandir a ordem para incluir outros produtos dos Estados Unidos caso Washington tome medidas adicionais.
Santin explica que há muitas plantas processadoras de carne no Brasil habilitadas a exportar para a China e várias outras que estão prontas para serem habilitadas, caso o país asiático demande.
“Vai ter consequência em termos de demanda, mas não podemos bater o martelo de como isso pode impactar o Brasil. O país está pronto para fornecer proteína animal para a China, sem desabastecer o mercado interno. Vale lembrar também que o Canadá e Europa também são grandes produtores de suínos e podem absorver parte dessa lacuna dos Estados Unidos”, disse.
Por enquanto, Santin disse que não é possível afirmar que, se houver aumento nas exportações, os preços dos produtos no mercado interno devam melhorar.
Sobre o embargo da China à soja americana e sobre as vendas da oleaginosa brasileira no mercado interno, o diretor-executivo da ABPA disse que não se pronunciaria com veemência sobre as questões de volumes que devem ficar no mercado interno, mas disse que as safras no país são abundantes e devem atender os produtores de proteínas animais. (Notícias Agrícolas)
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