A necessidade de dinheiro para ajuste das contas do Estado de São Paulo em função da pandemia vai impactar diretamente nos pratos da população paulista. Isso pelo fato do governo de João Dória ter publicado recentemente alguns ajustes que implicarão no aumento das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Bens e Serviços (ICMS) para diversos […]

A necessidade de dinheiro para ajuste das contas do Estado de São Paulo em função da pandemia vai impactar diretamente nos pratos da população paulista. Isso pelo fato do governo de João Dória ter publicado recentemente alguns ajustes que implicarão no aumento das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Bens e Serviços (ICMS) para diversos setores, dentre eles produtos de alimentação.
O aumento nas alíquotas do ICMS em São Paulo, a partir deste mês, poderá causar perda de consumo de até R$ 21,4 bilhões em bens e serviços e redução de quase R$ 7 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) da região Sudeste em 2021 – R$ 4 bilhões só no Estado. Os cálculos estão em um estudo do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), recém-concluído.
“A majoração do ICMS coloca em xeque o desempenho do Estado ao longo dos últimos anos, bem como a articulação e o crescimento combinado de todos os elos da cadeia produtiva do agronegócio: insumos, produção, indústria e serviços”, diz o estudo, assinado pelos economistas Talita Priscila Pinto, Cicero Zanetti de Lima e Angelo Costa Gurgel.
A leitura é que o aumento da carga tributária causa distorções para a economia paulista e do Sudeste em geral, que serão sentidas com redução do consumo e de investimentos produtivos. Como efeito, a massa salarial no Estado deve cair R$ 2,7 bilhões, com impacto maior sobre os trabalhadores menos qualificados e desemprego.
Segundo o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, é certo que esse aumento na carga tributária será repassado aos consumidores.
“Não tem como esses setores absorverem esses aumentos tributários sem o consequente repasse a população, que já vem sofrendo com os impactos da pandemia”, explica.
Outra consequência é a queda no retorno das empresas, que reduz o nível de investimento de todos os setores e adia ou afasta aportes no Estado, de acordo com a FGV Agro. “O resultado para agricultura e pecuária é amplificado pela variação da remuneração da terra. O modelo projeta uma redução de cerca de 10% no retorno da terra na região”.
Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura
AUTORES

Saúde da matriz suína: uma visão sistêmica
Carlos Carrijo
Leitegadas cada vez maiores: ate onde pode chegar o potencial da fêmea suína?
Guilherme Brant
Da exigência ao comedouro: nutrição de precisão na suinocultura
Luiz Fernando de Souza Alves
Leitegadas maiores, leitões menores: onde está o próximo ganho da suinocultura?

STREPTOCOCCUS SUIS SOROTIPO 9: Desafios e estratégias de controle
Huillian Zecchin
Estreia do porciFÓRUM consolida a força da suinocultura no SIAVS

Panorama da organização da suinocultura mundial
Lisa Le Clerc Marcelo Miele Nobert Potori Robert Hoste
Lactação em foco: como a condição corporal das fêmeas ativas determina a produção de leite e o sucesso da leitegada
Bruno Bracco Donatelli Muro César Augusto Pospissil Garbossa Erich Herzogenrath Cavaca Flavia Stievano de Souza Tavares Iris Alves de Jesus Rafaella Fernandes Carnevale
Enriquecimento ambiental para leitões: da teoria à aplicação nas granjas
Aline Cristina Sant'Anna Lucas Rocha Valfré Thiago Bernardino
Saúde locomotora de matrizes suínas: fatores de risco, nutrição e manejo
Clarice Speridião Silva Neta
Papo de granja: a sua granja está pronta para trabalhar em bandas?
Antônio Leomar EugênioTo provide the best experiences, we use technologies like cookies...