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Hiperleitegadas: o que faremos com os leitões excedentes?

Escrito por: Gabryele Almeida - Discente de pós-graduação em Nutrição e Produção de Animais não-ruminantes (UFLA) Integrante do NUFSUI - Grupo de Pesquisa em Nutrição Fundamental de Suínos Integrante do NESUI - Núcleo de Estudos em Suínos , Joana Barreto - Mestre em Nutrição e Produção de Animais não Ruminantes - UFLA Doutoranda em Nutrição e Produção de Animais não Ruminantes - UFLA Linha de Pesquisa em Nutrição Funcional de Suínos Integrante do NESUI – Núcleo de Estudos em Suinocultura Integrante do NUFSUI – Grupo de Pesquisa em Nutrição Funcional de Suínos , Márvio Lobão Teixeira de Abreu - Professor Doutor do Departamento de Zootecnia (UFLA) Coordenador do NUFSUI - Grupo de Pesquisa em Nutrição Fundamental de Suínos , Pedro Gomes - Discente de pós-graduação em Nutrição e Produção de Animais não-ruminantes (UFLA) Integrante do NUFSUI - Grupo de Pesquisa em Nutrição Fundamental de Suínos Integrante do NESUI - Núcleo de Estudos em Suínos , Thais Oliveira - Discente de pós-graduação em Nutrição e Produção de Animais não-ruminantes (UFLA) Integrante do NUFSUI - Grupo de Pesquisa em Nutrição Fundamental de Suínos Integrante do NESUI - Núcleo de Estudos em Suínos

O atual cenário da suinocultura em relação às matrizes suínas exibe fêmeas de alta prolificidade, em função do melhoramento genético obtido ao longo dos anos.

A seleção das fêmeas capazes de desmamarem um maior número de leitões por ano tem justificado o aumento da produção nacional.

Em 2021, o Brasil produziu 4,7 milhões de toneladas de carne suína, gerando um valor bruto de produção de mais de 31 bilhões de reais (ABPA, 2021).

Neste mesmo ano, as dez melhores granjas do país produziram, em média, 15,47 leitões nascidos vivos e 37,16 desmamados/fêmea/ano (AGRINESS, 2021).

Apesar disso, a hiperprolificidade das matrizes tem trazido grandes desafios para o sistema de produção, tais como:

A maior variabilidade de peso ao nascimento está associada com uma maior presença de leitões de baixo peso ou baixa viabilidade e, consequentemente, diferenças fisiológicas são observadas nesses animais.

Além disso, outro fator importante é o aumento no número de leitões excedentes nas granjas de alta prolificidade.

O sistema de leitões excedentes é caracterizado como o número de leitões nascidos a mais comparado com o número de tetos funcionais das matrizes.

Os leitões excedentes geralmente possuem peso ao nascimento inferior a 1,0 kg e 1,25 kg (BLAVI et al.,2021) e, isso implica na insuficiência da ingestão do colostro e leite, o que está comumente associado ao acesso aos tetos da fêmea, uma vez que, esses leitões possuem maior dificuldade em alcançá-los, pela própria desvantagem na competição com os leitões mais pesados.

Esses mesmos leitões apresentam baixos estoques de glicogênio, o que explica sua baixa vitalidade para garantir a ingestão adequada do colostro (THEIL et al., 2012), ocasionando redução da imunoproteção passiva e ativa, predispondo esses animais a quadros de diarreias, e efeitos consistentes a longo prazo, como maior morbidade-mortalidade e taxas de crescimento prejudicadas pré e pós-desmame (MORAES et al., 2022).

 

O desafio é:

O que faremos com esses leitões excedentes?

 

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