Sanidade animal não é sobre doença. É sobre ambiente, pessoas e sabedoria

A sanidade animal vai muito além do controle de doenças. É, antes de tudo, uma busca constante por equilíbrio — entre saúde, ambiente e desempenho produtivo.

“A sanidade é como manter um guarda-chuva aberto sem atrapalhar a caminhada”.

O “guarda-chuva” representa a proteção ideal: suficiente para manter os desafios fora, mas sem impedir o desenvolvimento. Barreiras em excesso limitam o crescimento; a falta delas expõe o rebanho.

O segredo está na suavidade da condução — quando as pessoas envolvidas cuidam do ambiente não por obrigação, mas por propósito.

Ao tratar da gestão de riscos sanitários, os checklists mais eficientes são os simples e inegociáveis.

Gestos como manter a limpeza da granja ou cumprimentar os colegas diariamente são atitudes que fortalecem a cultura sanitária. O essencial é definir o que não pode ser negligenciado — ações que dependem mais de disciplina e atitude do que de investimento financeiro.

Outro ponto central  é a transformação de dados em sabedoria. O erro mais comum nas empresas é confundir métrica com meta.

“Leitões desmamados, conversão e condenação são métricas. Meta é proatividade, empatia, felicidade no trabalho”, explica.

O dado só tem valor quando gera conhecimento aplicável e ação precoce, antes que os problemas se manifestem. Ele critica o hábito de reagir apenas após a perda, lembrando que o desafio é criar indicadores precoces e não invasivos, capazes de orientar decisões preventivas.

Investir em gente é tão ou mais importante do que investir em produtos. O colaborador ideal é aquele que trabalha com senso de pertencimento e persistência.

“A empresa precisa devolver ao funcionário o resultado do seu esforço. Quando ele entende que o sucesso da granja também é o seu, tudo muda.”

O especialista enfatiza a necessidade de empatia na comunicação: substitua o “você precisa” por “eu acho que nós podemos”. Esse simples ajuste transforma o comando em parceria.

Custo imunológico

O animal, diante de desafios sanitários ou ambientais, precisa primeiro garantir sua sobrevivência — investindo energia e nutrientes na defesa, e só depois no ganho de peso. “Cada célula de defesa pode gastar até dez vezes mais energia que o coração batendo a toda”, compara. Isso significa que qualquer estresse, seja infeccioso ou térmico, consome soja e milho que poderiam virar carne.

Sanidade é um conceito integrado: envolve ciência, gestão e, sobretudo, pessoas. “Não é sobre doença”, conclui.

 “É sobre criar um ambiente em que o animal, o produtor e a equipe possam expressar o seu melhor.”

Assista a entrevista completa em nosso canal no Youtube agriNews TV Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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