Seminário promove debate sobre desafios com a mão de obra no setor avícola e suinícola
O seminário foi oferecido gratuitamente como uma oportunidade valiosa de atualização, troca de experiências e fortalecimento das lideranças nas cadeias da avicultura e suinocultura capixabas.

Seminário promove debate sobre desafios com a mão de obra no setor avícola e suinícola
A escassez de profissionais qualificados e os desafios para engajar e reter talentos foram debatidos no Seminário “Desafios com a Mão de Obra”, realizado na última quinta-feira, 08 de maio, das 8h às 17h, no auditório do Senac-ES, em Vitória. O evento foi uma iniciativa conjunta da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) e da Associação dos Suinocultores do Espírito Santo (ASES).
Com uma programação diversificada, o seminário reuniu produtores, gestores, técnicos e profissionais das empresas Associadas para discutir estratégias práticas e atuais que contribuam para enfrentar a crise de mão de obra que afeta diretamente o setor produtivo.
A programação foi conduzida por Nélio Hand, diretor executivo da AVES/ASES e teve como expositor, na parte da manhã, o médico-veterinário e mentor de liderança para granjas, Leandro Trindade, que abordou duas temáticas essenciais: “Engajamento e retenção de talentos: estratégias para vencer a crise de mão de obra” e “Incentivos na prática: o que funciona, o que não funciona e como decidir”.
No período da tarde, o foco foi o bem-estar no ambiente de trabalho e o comportamento das novas gerações. A psicóloga e professora da UFES, Roberta Belizário Alves, falou sobre “A importância de um ambiente de trabalho saudável, visando o bem-estar do colaborador”. Na sequência, a psicóloga empresarial Elisangela Rodrigues trouxe reflexões sobre “O perfil das gerações atuais no ambiente de trabalho”.
Encerrando a programação, a administradora e analista comportamental Neidy Christo falou sobre “A escassez de mão de obra no contexto das políticas públicas”, ampliando o olhar para os fatores estruturais que impactam a formação e manutenção da força de trabalho no campo.
O evento contou com a presença de Letícia Toniato Simões – Superintendente do SENAR-ES e ainda Murilo Pedroni e Lidiane Gomes, também do sistema Faes/Senar-ES – Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Para Lidiane Gomes “essa é uma iniciativa necessária e corajosa, pois é algo que o setor já percebeu há algum tempo, mas o evento traz ao debate, de forma técnica, o que os produtores estão passando no seu dia a dia”, comenta.
O diretor regional do Senac-ES, Richardson Schmittel, participou da abertura e destacou a importância do evento para discutir um problema que permeia vários setores econômicos no Estado e no país.
O gerente de Emprego e Qualificação Profissional da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social – SETADES, Zecarlinho Ferreira, também participou do seminário. “Essa é uma excelente iniciativa das Associações, e nós também estamos encampando um trabalho nesse sentido e iremos realizar um workshop dia 28 de maio, em Santa Maria de Jetibá, a fim de discutir formas de ofertar qualificação profissional para o setor”, declarou Ferreira.
Para o diretor executivo AVES-ASES, Nélio Hand, o evento alcançou o objetivo pretendido. “Esse tema faz parte das prioridades dos planos de trabalho da AVES e ASES para o ano de 2025, e nosso objetivo foi chamar a atenção quanto aos gargalos que existem em relação ao assunto, não só em nossos setores mas, pelo que se verifica, em vários setores econômicos. Acredito que, com as apresentações realizadas durante o seminário, os participantes terão oportunidade de avaliar suas estruturas internas e promover os ajustes e melhorias, se necessário. No âmbito político-institucional, as Associações poderão atuar buscando apontar medidas que se fazem necessárias para que essa situação de escassez de mão de obra possa ser minimizada”.
Também estiveram presentes no evento representantes de municípios onde a produção avícola e suinícola estão presentes, incluindo o vice-Prefeito de Santa Maria de Jetibá, Rafael Pimentel,
O seminário foi oferecido gratuitamente como uma oportunidade valiosa de atualização, troca de experiências e fortalecimento das lideranças nas cadeias da avicultura e suinocultura capixabas.
Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura
AUTORES

Balanço preliminar da suinocultura brasileira em 2025
Iuri Pinheiro Machado
Eco Animal Health reforça presença no Brasil e destaca a relevância do Aivlosin® na suinocultura moderna

Gestão do microclima na maternidade suína: equilíbrio térmico entre porcas e leitões
Cristiano Marcio Alves de Souza Filipe Bittencourt Machado de Souza Jéssica Mansur S. Crusoé Leonardo França da Silva Victor Crespo de Oliveira
DanBred Brasil realiza primeira edição do GPS: Grandes Parceiros da Suinocultura

Parto prolongado, sobrevivência comprometida: evidências do impacto da cinética do parto sobre a asfixia neonatal
Bruno Bracco Donatelli Muro César Augusto Pospissil Garbossa Erich Herzogenrath Cavaca Inácio Matheus Saliba Monteiro Rafaella Fernandes Carnevale Roberta Yukari Hoshino
Sanidade animal não é sobre doença. É sobre ambiente, pessoas e sabedoria
Luiz Felipe Caron
Impacto do uso de antibióticos em leitões após o nascimento
Renato Philomeno
Piglet Protector: Solução inovadora para vitalidade e desempenho de leitões recém-nascidos
Equipe Técnica Biochem Brasil
Programa nutricional para leitões recém-desmamados: redução proteica com suplementação de aminoácidos
Allan Paul Schinckel Amoracyr José Costa Nuñez Kallita L. S. Cardoso Mariana Garcia de Lacerda Vivian Vezzoni de Almeida
Impactos de diarreia neonatal na produção de suínos
Jessica Carolina Reis Barbosa Roberto Maurício Carvalho Guedes
Aditivo Improver® como alternativa natural a antimicrobianos melhoradores de desempenho em leitões desmamados
Gefferson Almeida da Silva José Paulo Hiroji Sato Jovan Sabadin Viviana Molnár-Nagy
Do registro às quarentenas: cinco decisões que moldaram a suinocultura gaúcha
Priscila Beck
Consumo de carne suína avança 45% e se aproxima de 20 kg per capita. SNDS aponta próximos passos
Priscila Beck
Quando a tosse custa caro: por que manter a granja livre de Mycoplasma faz diferença?
Cândida Azevedo