A prevenção e o controle de doenças beneficiam a integridade do intestino e aumentam a eficiência produtiva nas granjas, conforme detalha especialista da MSD Saúde Animal
A colonização da microbiota dos animais inicia ao nascimento, conforme explica Amanda Daniel, médica-veterinária e coordenadora técnica da unidade de Suinocultura da MSD Saúde Animal.

A prevenção e o controle de doenças beneficiam a integridade do intestino e aumentam a eficiência produtiva nas granjas, conforme detalha especialista da MSD Saúde Animal
A saúde intestinal reflete diretamente na saúde como um todo do animal. Suínos com boa saúde intestinal conseguem garantir a máxima absorção de nutrientes consumidos, o que faz com que eles tenham um desempenho zootécnico adequado, com melhoria de índices de conversão alimentar e ganho de peso diário. E a colonização da microbiota dos animais inicia ao nascimento, conforme explica Amanda Daniel, médica-veterinária e coordenadora técnica da unidade de Suinocultura da MSD Saúde Animal.
No parto, os animais começam a ser colonizados por bactérias da microbiota vulvar da fêmea e do ambiente. “Na sala de maternidade, os leitões têm contato com vários micro-organismos, desde bactérias benéficas até microrganismos patogênicos. E o desenvolvimento adequado da microbiota intestinal depende de uma diversidade elevada de populações, que, ao longo do tempo, auxiliam de forma benéfica o hospedeiro. Em ambientes com alta pressão de infecção de agentes patogênicos, essa colonização não permite esse grau de diversidade, levando a distúrbios entéricos e a um desequilíbrio dessa microbiota. Dessa forma, a limpeza e desinfecção adequadas são essenciais para a manutenção da saúde intestinal, tanto pela manutenção do equilíbrio microbiano quanto relacionado ao uso pontual de antimicrobianos, que possuem potencial capacidade de redução da diversidade intestinal”, diz a profissional.
As bactérias da microbiota têm diversas funções no desenvolvimento intestinal, desde auxiliar no desenvolvimento do trato gastrointestinal até a maturação do sistema imunológico. “É como se fosse uma apresentação dos micro-organismos bons e ruins para auxiliar na resposta do sistema imune frente a diversos agentes”, explica a médica-veterinária.
Uma função adicional da microbiota é a competição por sítios de colonização do trato gastrointestinal, impedindo a colonização das bactérias patogênicas. Outra função é auxiliar na digestão e disponibilização de compostos essenciais ao hospedeiro, como vitaminas e outros metabólitos que são produzidos pelas próprias bactérias do trato gastrointestinal e que auxiliam no metabolismo saudável dos animais.
Vacinação x saúde intestinal
A garantia de uma saúde intestinal adequada e, consequentemente, da eficiência produtiva, depende da prevenção e do controle de diversas doenças, a fim de reduzir os aspectos que irão interferir na colonização de bactérias saudáveis ou patogênicas. Entre as principais medidas está a vacinação, que permite que os animais não adoeçam ou não tenham uma área de lesão significativa devido ao desenvolvimento da resposta imune, o que impacta na redução do uso de antimicrobianos e do índice de mortalidade e na melhora do desempenho zootécnico.
“A vacinação é uma ferramenta muito importante. Quando o animal não adoece e há prevenção de doenças, além de garantir a qualidade e integridade intestinal, permite que o uso de antimicrobianos seja mínimo e somente em casos que não tem outras alternativas a serem utilizadas, diminuindo a resistência antimicrobiana de forma indireta”, afirma Amanda.
Exemplo de doença que afeta o sistema digestivo dos suínos é a enterite proliferativa suína, popularmente chamada de ileíte. De alta prevalência, ela pode causar perdas significativas à cadeia produtiva, no entanto, tem na vacinação uma alternativa eficaz para seu controle e para assegurar o desempenho dos animais.
“A vacinação dos animais é uma questão chave e primária para reduzir os efeitos nocivos da ileíte suína nas granjas. Produz imunidade duradoura e auxilia de forma eficaz a redução da mortalidade, a melhoria do ganho de peso diário e a conversão alimentar. A Porcilis® Ileitis, por exemplo, é uma vacina contendo células inativadas de Lawsonia intracellularis e atua como auxiliar na redução da colonização por Lawsonia e na duração da excreção fecal.”
Para a saúde intestinal, é possível ainda utilizar alguns compostos nutracêuticos, como óleos essenciais, enzimas e ácidos, conforme explica a médica-veterinária. “Eles ajudam a modular a microbiota e controlar algumas populações de bactérias, além da ação anti-inflamatória. A vacinação associada a esses compostos são alternativas que atuam para a saúde intestinal sem aumentar a resistência antimicrobiana.”
Sobre a MSD Saúde Animal
Há mais de 130 anos, a MSD cria invenções para a vida, trazendo ao mercado medicamentos inovadores para combater as doenças mais desafiadoras. A MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., é a unidade global de negócios de saúde animal da MSD. Por meio do seu compromisso com a Ciência para Animais mais Saudáveis, a MSD Saúde Animal oferece a médicos-veterinários, pecuaristas, donos de pets e governos uma grande variedade de produtos farmacêuticos veterinários, vacinas, soluções e serviços de gestão de saúde, além de um amplo conjunto de tecnologia conectada que inclui produtos voltados à identificação, à rastreabilidade e ao monitoramento. A MSD Saúde Animal é dedicada a preservar e melhorar a saúde, o bem-estar e o desempenho dos animais e das pessoas. Investe amplamente em recursos de P&D e em uma cadeia de suprimentos moderna e global. A empresa está presente em mais de 50 países e seus produtos estão disponíveis em cerca de 150 mercados. Para obter mais informações, visite nosso site e conecte-se conosco no LinkedIn, Instagram e Facebook.
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