10 fev 2026

Aurora Coop abate 8,2 milhões de suínos em 2025 e mantém 19,7% das exportações brasileiras, diz cooperativa

No mesmo exercício, a cooperativa encerrou o período com receita operacional bruta de R$ 26,9 bilhões (elevação de 8,3%) e sobras de R$ 1,2 bilhão (alta de 43,5% ante 2024).

Aurora Coop abate 8,2 milhões de suínos em 2025 e mantém 19,7% das exportações brasileiras, diz cooperativa

Aurora Coop abate 8,2 milhões de suínos em 2025 e mantém 19,7% das exportações brasileiras, diz cooperativa
A Aurora Coop informou que suas oito plantas industriais de suínos abateram 8,2 milhões de cabeças em 2025, crescimento de 2,6% em relação ao ano anterior. De acordo com os números divulgados pela cooperativa, a Aurora também manteve 19,7% de participação nas exportações brasileiras de carne suína no período. Os resultados do exercício foram apresentados pelo presidente Neivor Canton, pelo vice-presidente de agronegócios Marcos Antonio Zordan e pela diretora administrativa Marinei Zuffo Rocha, durante a divulgação do desempenho do Sistema Aurora Coop.
Na apresentação, os dirigentes contextualizaram 2025 como um ano de ambiente econômico desafiador, marcado por inflação persistente de alimentos, instabilidades geopolíticas, pressões sanitárias e maior seletividade do consumo. Segundo a cooperativa, o período exigiu decisões assertivas, disciplina operacional e leitura apurada do mercado, tanto no cenário nacional quanto internacional.
O Sistema Aurora Coop, conforme descrito pelos executivos, reúne 14 cooperativas agropecuárias, conecta 87 mil famílias rurais e emprega 50.437 colaboradores diretos em fábricas e unidades comerciais, logísticas e administrativas. A operação diária, segundo os números informados, envolve a produção e o processamento de 35 mil suínos, além de 1,4 milhão de aves e 1,6 milhão de litros de leite.
Exportações: valor e destinos
No mercado externo, a Aurora Coop afirmou ter enfrentado restrições relevantes em 2025, citando fatores como influenza aviária, doença de Newcastle e fechamento temporário de mercados estratégicos. Ainda assim, de acordo com o que foi apresentado, a cooperativa preservou resultados de faturamento apoiada por reorganização dos fluxos de exportação, valorização cambial e melhoria do mix de produtos, com destaque para suínos e processados.
Pelas informações divulgadas, as vendas no mercado externo totalizaram R$ 9,1 bilhões em 2025, com crescimento de 2,2%. Dentro desse total, a cooperativa informou R$ 4,3 bilhões atribuídos ao segmento de carnes suínas e R$ 4,8 bilhões ao segmento de carnes de aves, além de R$ 5 milhões em lácteos.
A lista de destinos apresentada incluiu Oriente Médio, Japão, África, China, América Centro-Sul, Ásia, América do Norte, Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura, Eurásia e Europa. A Aurora Coop também destacou incremento de volumes para as Filipinas, em contrapartida à redução para China e Estados Unidos, conforme sua comunicação.
Mercado interno e peso do suíno na receita doméstica
No Brasil, a cooperativa descreveu um cenário de consumo mais racional, maior sensibilidade a preços e mudanças no comportamento do consumidor. Como resposta, afirmou ter avançado por meio do fortalecimento da segmentação de canais, evolução dos canais digitais, ampliação da atuação territorial e aprimoramento das rotinas de planejamento e atendimento, com foco em rentabilidade e valor agregado.
Segundo o detalhamento apresentado pela Aurora Coop, as vendas no mercado interno evoluíram 13,5% e totalizaram R$ 15,6 bilhões em 2025. Desse montante, a cooperativa informou receitas de R$ 9,4 bilhões no segmento de suínosR$ 3,3 bilhões em aves e R$ 1,9 bilhão em lácteos, além de massas (R$ 310 milhões), pescado (R$ 270 milhões), vegetais (R$ 230 milhões) e bovinos (R$ 72 milhões), conforme o recorte divulgado.
No consolidado do exercício, a Aurora Coop informou que o mercado interno respondeu por 65,8% do faturamento, enquanto o mercado externo representou 34,2%, de acordo com a apresentação.
Capacidade industrial e gestão de ativos biológicos
Ao tratar da estrutura produtiva, a Aurora Coop informou que as oito plantas das unidades industriais de suínos têm capacidade de abate de 35 mil suínos por dia. A cooperativa acrescentou que o planejamento do abate foi influenciado por fatores externos e exigiu adaptações estratégicas nas operações industriais ao longo do ano, conforme relatado pelos dirigentes.
A empresa também afirmou ter adotado o conceito de “saúde única” (one health), apresentado como diretriz que reconhece a interdependência entre saúde animal, humana e ambiental. Na mesma linha, disse manter o bem-estar animal (BEA) como prioridade e informou investimentos que ultrapassam R$ 1,4 bilhão em melhorias nas áreas de suinocultura, avicultura e bovinocultura de leite, vinculando esse conjunto à sustentabilidade, biosseguridade e práticas de manejo ao longo das etapas produtivas.
Desempenho econômico e efeitos regionais
Refletindo o desempenho do Sistema Aurora Coop, a cooperativa informou que a receita operacional bruta de 2025 atingiu R$ 26,9 bilhões, elevação de 8,3%, e que as sobras do exercício subiram para R$ 1,2 bilhão, aumento de 43,5% na comparação com 2024.
No eixo socioeconômico, a Aurora Coop declarou ter criado 3.591 novos empregos em 2025 e encerrou o ano com 50.437 colaboradores diretos. De acordo com os números apresentados, os investimentos em remuneração e encargos somaram R$ 2,9 bilhões, enquanto R$ 686,9 milhões foram destinados a benefícios. A cooperativa também informou que os investimentos gerais em colaboradores totalizaram R$ 3,7 bilhões, ao incluir itens como segurança e saúde no trabalho, capacitação e auxílio-escola, conforme descrito na apresentação.
Ainda segundo a Aurora Coop, as atividades no campo, nas unidades industriais e no mercado geraram contribuição superior a R$ 27 bilhões para as economias regionais, especialmente em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, distribuída entre geração de ICMS, valor adicionado indireto na agropecuária, valor adicionado industrial e comercial e massa salarial/benefícios, conforme detalhamento divulgado.
Com os números de 2025, a cooperativa sustentou que a combinação entre escala industrial, ajustes comerciais e foco em mix e valor agregado contribuiu para atravessar um ano de pressões sanitárias e consumo mais seletivo, mantendo crescimento de receita e avanço das sobras, de acordo com a leitura apresentada por seus dirigentes.

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