Miúdos internos, pele e ossos entram na lista de produtos autorizados, enquanto Antígua e Barbuda também amplia o acesso a carnes e produtos suínos do Brasil

China abre espaço para mais produtos suínos brasileiros. As novas possibilidades de acesso para produtos agropecuários brasileiros em cinco mercados internacionais, chama atenção menos pela quantidade de países envolvidos e mais pela diversidade dos produtos autorizados.
As novas permissões incluem carnes e miúdos de aves e suínos, extrato de carne de ruminantes, grãos secos de destilaria (DDG) de milho e fibra de coco.
Abertura vai além da carne
Para Antígua e Barbuda, foi autorizada a exportação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos. Para a avicultura e a suinocultura brasileiras, o ponto de atenção está justamente na amplitude da autorização: o acesso não se restringe à carne, mas inclui miúdos e produtos cárneos.

Imagem criada pela IA, de acordo com as informações do texto.
Na prática, uma abertura desse tipo cria possibilidade de comercialização para diferentes itens originados de uma mesma cadeia produtiva. A efetivação dos embarques, porém, depende do cumprimento dos requisitos sanitários e das condições comerciais aplicáveis.
O movimento envolvendo a China merece uma leitura específica. O país autorizou a exportação de miúdos internos, pele e ossos de suínos brasileiros.
A autorização amplia o acesso de produtos que até então tinham limitações no mercado chinês. A suínoBrasil já havia detalhado o avanço e o potencial econômico da medida em reportagem publicada em setembro.
O aspecto estratégico está no aproveitamento econômico da carcaça. Produtos que possuem demanda específica em determinados mercados podem ganhar novas alternativas de comercialização quando barreiras sanitárias são superadas.
Segundo estimativas citadas pela ABPA à suínoBrasil, o novo acesso chinês poderia direcionar mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos brasileiros ao país e representar mais de US$ 100 milhões adicionais em receita para o setor. Esses números são estimativas da entidade, e não projeções oficiais de comércio efetivamente realizado.
As cinco autorizações não representam, automaticamente, novos volumes exportados. Elas representam acesso sanitário e fitossanitário, etapa necessária para que empresas possam disputar aquele mercado.
A diferença é importante: entre a abertura formal de um mercado e a chegada efetiva de cargas estão habilitação de estabelecimentos, requisitos documentais, negociação comercial, competitividade de preços e demanda do comprador.

Imagem criada pela IA, de acordo com as informações do texto.
Ainda assim, os anúncios mostram uma pauta de exportação que vai além das commodities tradicionais: carne, miúdos, coprodutos da indústria de etanol e produtos processados passam a ter novas possibilidades de destino.
Para cadeias como aves, suínos e milho, esse movimento significa ampliar o número de portas disponíveis — e, em alguns casos, encontrar mercados para produtos que dependem de demanda específica para maximizar seu valor econômico.
Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura
AUTORES

Menos antibióticos, mais prevenção: o caminho que a suinocultura brasileira ainda precisa percorrer
Maurício Cabral Dutra
Palatabilizantes além do desempenho zootécnico de leitões: papilas gustativas, expressão gênica de cotransportadores e saúde intestinal
Letícia Guizzo Prof Dr. Vinicius Ricardo Cambito de Paula Prof. Dr. Sergio Luis Castro Junior Yasmin Silva Viana
Micotoxinas na ração suína: o risco começa no ingrediente
Anna Lara M. Teixeira Carlos J.Kippert Gabriel C. Rocha Jansller L. Genova Lucas M. Teixeira
Frimesa põe o marketing para trabalhar e redesenha sua aposta na carne suína
Priscila Beck
Inverno e doenças respiratórias na suinocultura: por que o frio aumenta os desafios sanitários?
Geovana Coelho Ferreira Isabela de Andrade Luís Guilherme de Oliveira
Condição corporal e eficiência reprodutiva em fêmeas suínas: implicações e estratégias de manejo
Danilo A. Marçal Jaira de Oliveira Luciano Hauschild Rafaella Fernandes Carnevale Sara J. Sardinha
Coleta, transporte e destinação adequada de suínos mortos durante a produção
Dra. Masaio Mizuno Ishizuka
Microminerais orgânicos na nutrição de matrizes suínas: mais suporte para reprodução, lactação e desempenho da leitegada
Equipe Técnica Biochem Brasil
A Engrenagem Humana: o elo entre a tecnologia e a alta produtividade
Diogo Lima Goulart
Como trabalhar um dos maiores desafios das nossas maternidades: a mortalidade de leitões na lactação
Djane Dallanora
Caudofagia: entendendo o comportamento para prevenir perdas
Natalia Sitanaka
Sanidade, bem-estar e gestão: os pilares práticos da sustentabilidade na suinocultura moderna
Sula AlvesTo provide the best experiences, we use technologies like cookies...