Estratégias de biosseguridade pós-PSC no Brasil
O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de produtores e exportadores de carne suína e, para que possa atingir patamares ainda mais elevados, a biosseguridade das granjas é fundamental e indispensável.
A suinocultura brasileira apresenta condição sanitária bastante favorável, sendo considerada livre de doenças economicamente relevantes, notadamente a Peste Suína Africana (PSA) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS), além de possuir zonas livres de Peste Suína Clássica (PSC).
Em relação à Peste Suína Clássica (PSC), o país conta com três zonas livres da doença, reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal, que englobam 83% do rebanho suíno e aproximadamente 50% do território nacional.

Esse reconhecimento internacional reforça a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e amplia as oportunidades de acesso a mercados exigentes.
O reforço da biosseguridade em Granjas de Reprodutores Suínos Certificadas (GRSC) foi estabelecido pela Portaria SDA/MAPA nº 1.358, publicada em agosto de 2025, demonstrando a preocupação do Ministério da Agricultura e Pecuária e do setor produtivo com a manutenção e o aprimoramento dos padrões sanitários dessas unidades.
A normativa estabelece requisitos claros, com descrição detalhada da infraestrutura mínima e das medidas de biosseguridade externa a serem implantadas e executadas, além da exigência de implementação de um Plano de Biosseguridade.

Além da norma específica para as GRSC, diversos estados brasileiros têm publicado regulamentações voltadas à biosseguridade em granjas comerciais, visando ampliar a proteção contra a entrada e disseminação de patógenos relevantes para a suinocultura.
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal já possuem normas publicadas com o objetivo de preservar a condição sanitária dos rebanhos, especialmente quanto ao reconhecimento internacional das zonas livres de PSC.
Em consonância com as normas estaduais, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicará, em 2026, normativa específica sobre biosseguridade em granjas comerciais de suínos, buscando a uniformização das medidas em todo o território nacional.

A regulamentação estabelecerá requisitos mínimos para mitigação de riscos e fortalecimento da proteção das granjas frente à introdução e disseminação de agentes infecciosos.
A biosseguridade na suinocultura deve ser encarada como desafio estratégico e como avanço essencial para a conquista de novos mercados e para a segurança alimentar.
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