Manejo e bem-estar

Hiperleitegadas: o que faremos com os leitões excedentes?

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Gabryele Almeida

Gabryele Almeida

Joana Barreto Zootecnista

Joana Barreto

Márvio Lobão Teixeira de Abreu Professor Doutor do Departamento de Zootecnia (UFLA)

Márvio Lobão Teixeira de Abreu
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O atual cenário da suinocultura em relação às matrizes suínas exibe fêmeas de alta prolificidade, em função do melhoramento genético obtido ao longo dos anos.

A seleção das fêmeas capazes de desmamarem um maior número de leitões por ano tem justificado o aumento da produção nacional.

Em 2021, o Brasil produziu 4,7 milhões de toneladas de carne suína, gerando um valor bruto de produção de mais de 31 bilhões de reais (ABPA, 2021).

Neste mesmo ano, as dez melhores granjas do país produziram, em média, 15,47 leitões nascidos vivos e 37,16 desmamados/fêmea/ano (AGRINESS, 2021).

Apesar disso, a hiperprolificidade das matrizes tem trazido grandes desafios para o sistema de produção, tais como:

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A maior variabilidade de peso ao nascimento está associada com uma maior presença de leitões de baixo peso ou baixa viabilidade e, consequentemente, diferenças fisiológicas são observadas nesses animais.

O sistema de leitões excedentes é caracterizado como o número de leitões nascidos a mais comparado com o número de tetos funcionais das matrizes.

Os leitões excedentes geralmente possuem peso ao nascimento inferior a 1,0 kg e 1,25 kg (BLAVI et al.,2021) e, isso implica na insuficiência da ingestão do colostro e leite, o que está comumente associado ao acesso aos tetos da fêmea, uma vez que, esses leitões possuem maior dificuldade em alcançá-los, pela própria desvantagem na competição com os leitões mais pesados.

Esses mesmos leitões apresentam baixos estoques de glicogênio, o que explica sua baixa vitalidade para garantir a ingestão adequada do colostro (THEIL et al., 2012), ocasionando redução da imunoproteção passiva e ativa, predispondo esses animais a quadros de diarreias, e efeitos consistentes a longo prazo, como maior morbidade-mortalidade e taxas de crescimento prejudicadas pré e pós-desmame (MORAES et al., 2022).

 

O desafio é:

O que faremos com esses leitões excedentes?

 




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