O mercado suinícola brasileiro encerrou março com liquidez restrita e preços enfraquecidos, refletindo a combinação de demanda interna desaquecida e incertezas no cenário externo. De acordo com levantamento do Cepea, o período da Quaresma teve papel central na redução do consumo de carne suína, contribuindo para o menor dinamismo nas negociações ao longo do mês.
Segundo o centro de pesquisas, o ambiente de negócios também foi impactado por fatores macroeconômicos e geopolíticos. As oscilações do dólar, somadas à valorização do petróleo, ampliaram o nível de incerteza entre os agentes do setor, levando muitos a adotarem uma postura mais cautelosa e, em alguns casos, a se afastarem das negociações.
O Cepea destaca que o ritmo reduzido de comercialização não foi exclusivo de março, mas já vinha sendo observado desde o início de 2026. No entanto, o quadro se intensificou ao longo do último mês, pressionando ainda mais os preços em diversas praças monitoradas.
Para abril, o cenário ainda é de indefinição. Parte dos agentes consultados pelo Cepea mantém cautela, diante do desempenho negativo registrado no primeiro trimestre, tanto em relação aos preços quanto à demanda doméstica. Por outro lado, há expectativa de reação no curto prazo, impulsionada pelo fim da Quaresma e pelo início do mês, período tradicionalmente marcado por maior poder de compra da população devido ao recebimento de salários.




































































