07 jul 2025

Nova radiografia do IBGE destaca força da suinocultura diante da queda agrícola

O IBGE lançou, pela primeira vez, uma publicação única reunindo os principais indicadores econômicos conjunturais do país.

Nova radiografia do IBGE destaca força da suinocultura diante da queda agrícola

Nova radiografia do IBGE destaca força da suinocultura diante da queda agrícola. Nova publicação reúne 12 bases estatísticas e revela que abate de suínos atingiu recorde em 2024, impulsionado pela resiliência do consumo e pela capacidade de resposta da cadeia frente à retração agrícola
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) lançou, pela primeira vez, uma publicação única reunindo os principais indicadores econômicos conjunturais do país. Intitulado Indicadores Econômicos do Brasil – 2024, o relatório integra dados de 12 pesquisas, permitindo uma visão mais ampla e articulada da economia nacional — e evidencia a força da suinocultura em um ano marcado pela queda da agricultura e por eventos climáticos extremos.
Enquanto a produção nacional de grãos caiu 7,2% em 2024, reflexo do El Niño e das enchentes no Sul, a pecuária registrou desempenho positivo, com destaque para o abate recorde de 57,9 milhões de suínos, segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. O volume de carcaças produzidas chegou a 5,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior.
Embora os percentuais não sejam expressivos, o que chama atenção é o contexto: produção em alta diante da instabilidade climática, dos custos elevados e da retração agrícola. Em termos estruturais, o resultado reforça o papel da suinocultura como pilar de sustentação do agro em um período de assimetria entre os segmentos da cadeia.
“O abate de bovinos, suínos e frangos alcançou os maiores níveis da série histórica iniciada em 1997 […]. Mesmo com os efeitos do clima sobre as lavouras, a produção animal teve bom desempenho”, destaca o relatório do IBGE.
Outro fator que ajudou a sustentar o consumo foi o avanço do mercado de trabalho. O país atingiu a menor taxa de desocupação da série histórica (6,6%) e a maior massa de rendimento real mensal já registrada (R$ 340,7 bilhões). Isso favoreceu a demanda interna por proteínas, inclusive a carne suína — historicamente mais sensível ao poder de compra da população.
A publicação também revelou que o setor de transporte e armazenagem — estratégico para a logística da cadeia suinícola — teve o maior crescimento entre todas as atividades econômicas em número de ocupados (+7,8%), o que pode indicar maior movimentação de insumos e produtos mesmo em um ano desafiador.
“A consolidação desses dados em um único documento amplia a transparência, a análise integrada e o acesso a informações que podem apoiar o planejamento de políticas públicas e estratégias setoriais”, afirma João Hallak, da Diretoria de Pesquisas do IBGE.
Indicadores Econômicos do Brasil – 2024 está disponível em formato digital e será publicado anualmente, segundo o Instituto.

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