O episódio no Piauí evidencia a necessidade contínua de vigilância epidemiológica robusta para proteger a suinocultura regional.

O estado do Piauí notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/OIE) a ocorrência de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) em suínos no município de Cocal de Telha, no interior do estado, aumentando as medidas de vigilância e controle sanitário na região.
A Peste Suína Clássica, também conhecida como febre suína clássica, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta exclusivamente suínos domésticos e selvagens, com potente capacidade de disseminação entre animais. A enfermidade não representa risco direto à saúde humana, mas pode causar grandes prejuízos econômicos e sanitários à suinocultura devido à mortalidade e às restrições de comercialização impostas em áreas afetadas.
Segundo os dados divulgados, a suspeita do surto foi inicialmente detectada por meio de vigilância passiva em suínos de criação familiar (quintal), o que desencadeou a investigação epidemiológica para determinar a extensão do foco e possíveis ligações com outras propriedades próximas. Medidas de sacrifício sanitário — incluindo a eutanásia dos animais infectados ou expostos — foram aplicadas no local para impedir a propagação do vírus.
O Piauí integra a chamada zona não livre de PSC no Brasil, ao lado de outros estados do Norte e Nordeste, o que implica restrições de movimentação de animais e produtos suínos entre zonas livres e não livres para minimizar riscos de disseminação. Essa classificação diferencia áreas onde a doença já foi controlada e eliminada daquelas com registros recentes ou histórico de ocorrência.
Autoridades de defesa agropecuária reforçaram a importância de notificação imediata de qualquer suspeita de PSC por produtores rurais e veterinários, além da manutenção de medidas de biossegurança nas propriedades, tais como controle de acesso de pessoas e veículos e redução de contato com suínos de outras fazendas.
O episódio no Piauí evidencia a necessidade contínua de vigilância epidemiológica robusta para proteger a suinocultura regional — setor que, apesar de concentrar a maior parte da produção industrial fora da zona afetada, ainda enfrenta riscos como esse em criações de subsistência.
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