Maiores valores já registrados por Santa Catarina desde o início da série histórica, em 1997
aior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina atinge recorde de exportações histórico. No primeiro semestre do ano, o estado exportou 243,8 mil toneladas de carne suína, faturando mais de US$ 545,8 milhões.

Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina atinge recorde de exportações histórico. No primeiro semestre do ano, o estado exportou 243,8 mil toneladas de carne suína, faturando mais de US$ 545,8 milhões. Esses são os maiores valores já registrados por Santa Catarina desde o início da série histórica, em 1997.
Maiores valores já registrados por Santa Catarina desde o início da série histórica, em 1997
O estado de Santa Catarina respondeu por 56% de toda carne suína exportada pelo Brasil durante o ano. De janeiro a junho, o estado ampliou em 20,6% a quantidade embarcada para outros países e em 38,6% o faturamento em relação ao mesmo período do ano anterior.

Ricardo de Gouvêa Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.
“A carne suína é um dos grandes destaques da produção e da exportação de Santa Catarina. Os resultados obtidos nos últimos anos e nesse primeiro semestre de 2020 demonstram o potencial e a importância dessa cadeia produtiva para o estado, não só no impacto econômico, mas também social, com dezenas de milhares de empregos gerados em todo território catarinense”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.
Em maio, os catarinenses registraram o recorde histórico nas exportações mensais de carne suína e, mesmo com uma pequena queda, junho manteve esse resultado acima do esperado.
“Para que se tenha uma ideia, junho trouxe o segundo maior valor exportado num único mês em toda a série histórica, ficando atrás apenas de maio deste ano. E as perspectivas seguem bastante favoráveis, com a projeção de um novo recorde de exportações para este ano”, explica o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl.
Crescimento mesmo em meio à pandemia
O crescimento nas exportações traz mais tranquilidade ao setor produtivo catarinense e deve equilibrar a queda na demanda interna em decorrência da crise econômica gerada pela Covid-19. O gerente executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes (Sindicarnes-SC), Jorge Luiz de Lima, ressalta que os resultados do primeiro semestre deste ano trazem uma perspectiva de crescimento após a pandemia, com melhoria de mercado e aumento nas vendas externas.
“O setor agroindustrial, especificamente a produção de suínos, teve uma importância muito grande para o estado de Santa Catarina neste primeiro semestre, ainda que tivemos no início deste ano a pandemia da Covid-19. Isso demonstra a força do setor, a qualidade dos produtos que temos em Santa Catarina e o reconhecimento do mercado externo. Isso nos traz um compromisso ainda maior de continuarmos atentos às questões sanitárias e combinando sempre a segurança do trabalhador e a qualidade do nosso produto”, afirma.
China segue como o maior mercado
A China é o principal mercado internacional da produção catarinense, com 139 mil toneladas adquiridas – um crescimento de 87,2% em relação ao primeiro semestre de 2019. O gigante asiático é o destino de 60,4% das exportações da carne suína produzida em Santa Catarina, gerando US$ 329,9 milhões em recursos. No primeiro semestre de 2020, o faturamento com os embarques para a China aumentou em 110,8%.
Outros mercados importantes para a suinocultura catarinense são Hong Kong, Chile, Japão e Cingapura. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
Diferenciais de Santa Catarina
Santa Catarina é reconhecida internacionalmente pela qualidade do seu agronegócio e o cuidado com a saúde animal e vegetal. É o único estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e área livre de peste suína clássica. Na área vegetal, o estado é livre de Cydia pomonella, considerada o pior inseto praga da fruticultura, e também do Moko da Bananeira.
Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
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