17 jun 2022

Rio Grande do Sul pode se beneficiar com abertura do mercado canadense à carne suína brasileira

A habilitação das três primeiras plantas frigoríficas, localizadas em Santa Catarina, para o mercado canadense pode trazer benefícios para os demais estados da região sul do Brasil. Leia mais!

Rio Grande do Sul pode se beneficiar com abertura do mercado canadense à carne suína brasileira

A habilitação das três primeiras plantas frigoríficas, localizadas em Santa Catarina, para o mercado canadense pode trazer benefícios para os demais estados da região sul do Brasil. A expectativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) é que essa abertura futuramente contemple unidades no Rio Grande do Sul e no Paraná, reconhecidos internacionalmente como zonas livres de febre aftosa sem vacinação.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, explica que a habilitação das três primeiras plantas é resultado de anos de negociação com o Canadá e, quando esse processo foi iniciado, o Rio Grande do Sul e o Paraná ainda não detinham a certificação concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (conhecida pela sigla OIE).

Os dois estados foram reconhecidos como áreas livres de aftosa sem vacinação em 2021, enquanto Santa Catarina conquistou o status sanitário há 15 anos. Em breve, mais plantas catarinenses devem ser autorizadas a exportar para o Canadá, acredita Santin.

“Não dá para prever prazos, mas esperamos que logo o RS e o PR também tenham plantas habilitadas. O Ministério da Agricultura está trabalhando nisso para que aconteça o mais breve possível”.

O diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (SIPS) e presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS). , Rogério Kerber, observa que, para se habilitar à exportação, as plantas industriais precisam passar por auditorias externas.

A pandemia de Covid-19, porém, dificultou a organização de visitas técnicas à Região Sul nos últimos dois anos. Isso explica porque, no caso de Santa Catarina, apenas três unidades industriais conseguiram se qualificar para embarques ao Canadá, segundo Kerber.

“Estamos na expectativa de que, terminada a pandemia, se abra espaço para novas missões técnicas não só do Canadá, mas também do Japão, da Coreia do Sul, do Chile, das Filipinas e da China”, afirma.

O chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Fernando Groff, também acredita que o status sanitário obtido pelo Rio Grande do Sul no ano passado deve abrir caminho para os embarques ao Canadá.

“O Canadá é bastante exigente em quesitos sanitários, e (o Brasil) abrir um novo mercado é uma perspectiva de que esse mercado acolha mais da nossa oferta”, avalia.

A ABPA destaca que a habilitação das primeiras plantas ocorre em um momento importante para o setor, diante da disparada dos custos de produção e da necessidade de aumentar as vendas externas. De acordo com a entidade, o Canadá é um comprador relevante no mercado internacional, importando, em média, 250 mil toneladas de carne suína por ano.

 

Fonte: Correio do povo


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