Número que consolidou a virada
Mais do que uma mudança de posição, o avanço brasileiro redefine o papel do país no comércio internacional de carne suína.

Com números finais do Canadá, Brasil confirma 3ª posição global nas exportações de carne suína
O Brasil encerrou 2025 como o terceiro maior exportador mundial de carne suína, após a consolidação dos dados internacionais divulgados no início de março. Com 1,51 milhão de toneladas embarcadas, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), o país superou o Canadá e passou a integrar o grupo dos três maiores players globais do setor.
A confirmação veio com a divulgação dos números oficiais canadenses, publicados pelo governo do país, que indicam volume inferior ao brasileiro no mesmo período. (https://agriculture.canada.ca/en/sector/animal-industry/red-meat-and-livestock-market-information/trade/red-meat-exports-country)

Número que consolidou a virada
Os dados brasileiros haviam sido divulgados ainda em janeiro, quando a ABPA reportou exportações recordes de 1,510 milhão de toneladas em 2025, representando um crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.
Na ocasião, a entidade indicava que o país “deveria” superar o Canadá, já que o fechamento internacional ainda não estava completo. Com a atualização dos dados canadenses em março, o cenário se confirmou.
O Canadá encerrou 2025 com aproximadamente 1,45 milhão de toneladas exportadas, consolidando uma diferença de cerca de 50 mil toneladas a favor do Brasil. Com isso, o ranking global passa a ser composto por:
A mudança de posição já estava refletida nos números brasileiros desde o início do ano, mas dependia da consolidação internacional. Enquanto o Brasil divulga seus dados com rapidez por meio da Secretaria de Comércio Exterior, países como o Canadá operam com maior defasagem estatística.

2026 começa reforçando o movimento
Os primeiros dados de 2026 indicam continuidade do crescimento das exportações. Em janeiro, o Brasil exportou cerca de 116 mil toneladas, enquanto fevereiro registrou aproximadamente 122 mil toneladas, mantendo ritmo superior ao do ano anterior.
No acumulado do primeiro bimestre, os embarques superaram 238 mil toneladas, com avanço próximo de 8%. Em receita, o desempenho também acompanha o volume, com crescimento na casa de dois dígitos em relação ao mesmo período de 2025.
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam ainda aumento no ritmo médio diário de embarques, reforçando a sustentação do mercado externo neste início de ano.

Com números finais do Canadá, Brasil confirma 3ª posição global nas exportações de carne suína
O avanço brasileiro
O avanço do Brasil no ranking global não é resultado de um único fator, mas de um conjunto de condições estruturais que vêm se consolidando nos últimos anos. Entre os principais vetores estão a diversificação de mercados, com crescimento relevante em destinos asiáticos, a competitividade do custo de produção, a regularidade sanitária e a capacidade de adaptação às exigências internacionais.
Ao mesmo tempo, concorrentes tradicionais enfrentam limitações. O Canadá apresenta crescimento mais moderado, enquanto a União Europeia opera sob pressão de custos e restrições produtivas.

Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm forte presença global, mas com maior equilíbrio entre mercado interno e exportações. Segundo o presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin, o resultado reflete um processo consistente de expansão internacional.
“O crescimento das exportações brasileiras de carne suína é fruto de um trabalho contínuo de abertura de mercados, fortalecimento sanitário e aumento da competitividade. O Brasil vem consolidando sua presença global de forma estruturada.”
Veio para ficar?
A consolidação do Brasil na terceira posição global abre uma nova fase para o setor, mas também levanta questionamentos sobre a sustentabilidade desse avanço. Para analistas do mercado, a manutenção do posto dependerá de fatores como acesso a novos mercados, estabilidade sanitária, competitividade logística e condições macroeconômicas.
A consolidação do Brasil na terceira posição global abre uma nova fase para o setor, mas também traz novos desafios. A manutenção desse posicionamento dependerá de fatores como acesso a mercados, estabilidade sanitária, competitividade logística e condições macroeconômicas.\

Com números finais do Canadá, Brasil confirma 3ª posição global nas exportações de carne suína
Novo papel no mercado global
Mais do que uma mudança de posição, o avanço brasileiro redefine o papel do país no comércio internacional de carne suína. Com a consolidação dos dados globais de 2025, o Brasil deixa de ser um candidato ao top 3 e passa a integrar, de forma efetiva, o grupo dos principais exportadores mundiais.
A partir de agora, o desafio deixa de ser alcançar, passando a ser sustentar e ampliar essa posição.
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