29 abr 2025

Setor produtivo precisa investir mais em ciência para garantir futuro sustentável, defende professor da Unicamp

Em artigo divulgado à imprensa, Antônio Márcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), destacou a urgência de um maior compromisso do setor privado com o financiamento e a valorização da ciência no Brasil

Setor produtivo precisa investir mais em ciência para garantir futuro sustentável, defende professor da Unicamp

Setor produtivo precisa investir mais em ciência para garantir futuro sustentável, defende professor da Unicamp
Em artigo divulgado à imprensa, Antônio Márcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), destacou a urgência de um maior compromisso do setor privado com o financiamento e a valorização da ciência no Brasil. Segundo ele, a inovação tecnológica e a sustentabilidade — pilares para o futuro da produção agropecuária, incluindo a suinocultura — dependem de um ambiente científico sólido, livre e bem estruturado.
“O setor privado precisa compreender que investir em ciência — com liberdade e autonomia — é uma decisão estratégica. Não se trata de filantropia nem de marketing, mas de visão de futuro”, afirmou Buainain. Para o professor, o modelo predominante no país, que delega ao Estado a responsabilidade quase exclusiva pelo investimento em pesquisa, é limitado e prejudicial ao desenvolvimento.
No artigo, Buainain explica a importância de diferenciar os papéis do cientista e do consultor. De acordo com ele, o cientista está comprometido com a produção de conhecimento novo, baseado em métodos rigorosos e liberdade intelectual, enquanto o consultor atua na aplicação prática de conhecimentos existentes. A confusão entre esses papéis, segundo o professor, gera desconfiança e afasta o setor produtivo da ciência.
“Quando esses papéis se confundem — seja porque o cientista veste o chapéu do consultor sem declarar, seja porque se engaja em causas políticas ou ideológicas sob a autoridade da ciência —, cria-se um ruído que mina a confiança do público e dificulta o diálogo honesto com o setor produtivo”, destacou.
Buainain também lembrou que países líderes em inovação entendem a ciência como um ativo estratégico, com forte participação do setor privado no financiamento de pesquisa básica e aplicada. Como exemplo positivo no Brasil, citou a atuação da Embrapa, cujos avanços ajudaram a transformar a agricultura tropical, impulsionando a competitividade do agronegócio nacional.
Ainda de acordo com o professor, a ausência de investimentos de longo prazo em ciência e tecnologia torna o sistema brasileiro vulnerável e dependente, reduzindo a capacidade de inovação em áreas estratégicas. “Não haverá protagonismo sustentável sem uma base científica sólida. Ciência e tecnologia não podem continuar sendo tratadas como acessórios convenientes. São pilares estruturais do desenvolvimento nacional”, concluiu.
O artigo foi publicado com apoio do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), entidade privada e independente que reúne cientistas de diferentes áreas para debater e divulgar informações técnicas relacionadas à sustentabilidade da agricultura brasileira.

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