30 ago 2022

Sindirações aponta crescimento estimado em 1,5% no setor de Alimentação Animal

Cenário aponta menor ritmo de crescimento devido aos insumos mais caros e varejo resiliente, que prejudicam a produção pecuária.

Sindirações aponta crescimento estimado em 1,5% no setor de Alimentação Animal

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) divulga a prévia do setor de alimentação animal, com crescimento próximo a 1,5% até o final do ano. Os resultados apurados até agora revelam um ritmo mais conservador do que a previsão divulgada ainda no final de 2021, que apontava a produção de 88 milhões de toneladas de rações e suplementos minerais e expectativa de aumento na ordem de 3,5% nesse ano corrente.

*Estimativa; **Previsão

Fonte: Sindirações

 

ANÁLISE SETORIAL, Por Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações

 

Nos últimos dois anos, diante da pandemia da Covid-19, o cenário de incertezas não só atingiu a saúde da população, mas também a economia global nos mais diversos setores. Hoje em dia, mesmo com a vacinação e diminuição do número de casos da doença, muitos segmentos continuam enfrentar dificuldades na retomada das atividades e remissão do prejuízo resultante.

A produção de rações, concentrados e sal mineral durante o primeiro semestre seguiu aquém daquela quantidade esperada, circunstância atribuída principalmente ao arrefecimento da demanda da cadeia produtiva de proteína animal (ovos e leite principalmente), bastante prejudicada por esse novo patamar de preço do milho, do farelo de soja e outros macro ingredientes da alimentação das poedeiras e vacas leiteiras, além da impossibilidade de repassar integralmente esse custo adicional, já que o preço pago ao produtor melhorou um pouco apenas mais recentemente.

Adicionalmente, a importação dos aditivos (vitaminas, enzimas, aminoácidos, etc.), sofreu com a excessiva desvalorização cambial e a interrupção do trânsito de mercadorias, por conta da escassez de contêineres e custo proibitivo do frete para movimentação das cargas. Antes da pandemia, em janeiro de 2020, um container de vitaminas da China para o Brasil custava em média US$ 2 mil, enquanto no segundo semestre de 2021 aumentava até 7 vezes e em abril deste ano, alcançava US$ 12,5 mil.

O cenário continua agravado por causa do compromisso chinês, firmado na COP para transição da sua matriz fóssil para renovável e, a política sanitária de “Covid Zero” que subtraíram, respectivamente, energia e mão de obra nas linhas de produção daquelas fábricas. Afora o recente registro do interesse deles pelo milho e farelo de soja brasileiros que pode hipoteticamente fomentar alguma especulação, muito embora a tendência, desde julho, é de alívio em consequência da generosa segunda safra que, somada à primeira, deve redundar na colheita de aproximadamente 115 milhões de toneladas de milho.

Mais recentemente, a invasão Russa na Ucrânia com interrupção nos arredores do Mar Negro, acionou o sinal de alerta da insegurança alimentar, uma vez que a Rússia e a Ucrânia representam 30% da produção do trigo e do milho transacionados pelo mundo, gerando assim um grande desafio para a logística e o sistema de compensações financeiras.

Importante, contudo, ressaltar a vocação dos agropecuaristas brasileiros na solução dos desafios, na defesa das relações comerciais através da singular competitividade nacional e no flagrante entusiasmo, que mesmo diante do atual cenário adverso, continua empregar tanta tecnologia capaz de assegurar invejáveis índices zootécnicos e simultaneamente mitigar as indesejáveis emissões dos gases do efeito estufa e assim, contribuir com a segurança alimentar e o desaquecimento global.

EVOLUÇÃO DO PREÇO DOS GRÃOS

Fonte: CEPEA, Adaptado Sindirações

SUINOCULTURA

O abate de suínos durante o primeiro semestre superou aquele contabilizado no ano passado. Em resposta, a demanda de rações avançou 6,5% e atingiu 9,6 milhões de toneladas. Apesar do descompasso entre o custo de produção e o preço pago/kg vivo ao produtor, é possível alcançar durante todo o ano de 2022, cerca de 20,5 milhões de toneladas de rações para suínos e ainda avançar 4% em relação ao que foi produzido em 2021.

ABATES DE SUÍNOS

(milhões de cabeças)

Fonte: IBGE, Adaptado Sindirações

SOBRE O SINDIRAÇÕES

 

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações atua como interlocutor da indústria de alimentação animal com o objetivo de promover um  ambiente competitivo adequado para a produção do alimento animal seguro.

Fundado em 1953, o Sindirações é o principal representante da indústria brasileira de  rações, concentrados, núcleos, premixes e suplementos/sal mineral junto aos principais organismos nacionais e internacionais.

As prioridades concentram-se na segurança dos alimentos; regulamentação; negociação trabalhista; acreditação de programas de qualidade; contribuição para assuntos tributários; garantia de suprimento; participação ativa perante organismos internacionais e garantia da sustentabilidade econômico-financeira do setor.

 

Fonte: Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações)


Relacionado com Setor suíno
Sectoriales sobre Setor suíno
país:1950

REVISTA SUÍNO BRASIL

Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura

EDIÇÃO suínoBrasil 4º TRI 2025
Eco Animal Health reforça presença no Brasil e destaca a relevância do Aivlosin® na suinocultura moderna

Eco Animal Health reforça presença no Brasil e destaca a relevância do Aivlosin® na suinocultura moderna

Gestão do microclima na maternidade suína: equilíbrio térmico entre porcas e leitões

Gestão do microclima na maternidade suína: equilíbrio térmico entre porcas e leitões

Cristiano Marcio Alves de Souza Filipe Bittencourt Machado de Souza Jéssica Mansur S. Crusoé Leonardo França da Silva Victor Crespo de Oliveira
DanBred Brasil realiza primeira edição do GPS: Grandes Parceiros da Suinocultura

DanBred Brasil realiza primeira edição do GPS: Grandes Parceiros da Suinocultura

Parto prolongado, sobrevivência comprometida: evidências do impacto da cinética do parto sobre a asfixia neonatal

Parto prolongado, sobrevivência comprometida: evidências do impacto da cinética do parto sobre a asfixia neonatal

Bruno Bracco Donatelli Muro César Augusto Pospissil Garbossa Erich Herzogenrath Cavaca Inácio Matheus Saliba Monteiro Rafaella Fernandes Carnevale Roberta Yukari Hoshino
Sanidade animal não é sobre doença. É sobre ambiente, pessoas e sabedoria

Sanidade animal não é sobre doença. É sobre ambiente, pessoas e sabedoria

Luiz Felipe Caron
Impacto do uso de antibióticos em leitões após o nascimento

Impacto do uso de antibióticos em leitões após o nascimento

Renato Philomeno
Balanço preliminar da suinocultura brasileira em 2025

Balanço preliminar da suinocultura brasileira em 2025

Iuri Pinheiro Machado
Piglet Protector: Solução inovadora para vitalidade e desempenho de leitões recém-nascidos

Piglet Protector: Solução inovadora para vitalidade e desempenho de leitões recém-nascidos

Equipe Técnica Biochem Brasil
Programa nutricional para leitões recém-desmamados: redução proteica com suplementação de aminoácidos

Programa nutricional para leitões recém-desmamados: redução proteica com suplementação de aminoácidos

Allan Paul Schinckel Amoracyr José Costa Nuñez Kallita L. S. Cardoso Mariana Garcia de Lacerda Vivian Vezzoni de Almeida
Impactos de diarreia neonatal na produção de suínos

Impactos de diarreia neonatal na produção de suínos

Jessica Carolina Reis Barbosa Roberto Maurício Carvalho Guedes
Aditivo Improver® como alternativa natural a antimicrobianos melhoradores de desempenho em leitões desmamados

Aditivo Improver® como alternativa natural a antimicrobianos melhoradores de desempenho em leitões desmamados

Gefferson Almeida da Silva José Paulo Hiroji Sato Jovan Sabadin Viviana Molnár-Nagy
Do registro às quarentenas: cinco decisões que moldaram a suinocultura gaúcha

Do registro às quarentenas: cinco decisões que moldaram a suinocultura gaúcha

Priscila Beck
Consumo de carne suína avança 45% e se aproxima de 20 kg per capita. SNDS aponta próximos passos

Consumo de carne suína avança 45% e se aproxima de 20 kg per capita. SNDS aponta próximos passos

Priscila Beck
Quando a tosse custa caro: por que manter a granja livre de Mycoplasma faz diferença?

Quando a tosse custa caro: por que manter a granja livre de Mycoplasma faz diferença?

Cândida Azevedo

JUNTE-SE À NOSSA COMUNIDADE SUÍNA

Acesso aos artigos em PDF
Informe-se com nossas newsletters
Receba a revista gratuitamente na versão digital

DESCUBRA
AgriFM - Los podcast del sector ganadero en español
agriCalendar - El calendario de eventos del mundo agroganaderoagriCalendar
agrinewsCampus - Cursos de formación para el sector de la ganadería