18º SBSS debate futuro da suinocultura brasileira em Chapecó
O 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) reúne, até esta quinta-feira (13), profissionais, empresas, pesquisadores e lideranças da cadeia produtiva no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

18º SBSS debate futuro da suinocultura brasileira em Chapecó
Promovido pelo Nucleovet, o evento combina programação técnica, debates sobre o cenário internacional e apresentação de tecnologias na 17ª Brasil Sul Pig Fair e na Granja do Futuro.
Marcos JankGeopolítica e novos mercados

Na abertura, o professor Marcos Jank destacou os impactos da fragmentação comercial, do protecionismo e dos conflitos internacionais sobre as proteínas animais. Para a suinocultura brasileira, que já ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais, o desafio está em ampliar mercados e, ao mesmo tempo, administrar riscos relacionados a custos, câmbio, logística e sanidade.

Luis Rua
O economista Luis Rua reforçou esse cenário ao apontar a expansão internacional da carne suína brasileira. O país exportou 1,51 milhão de toneladas em 2025 e abriu mais de 30 mercados agropecuários desde 2020. A manutenção desse avanço, segundo os especialistas, depende da combinação entre competitividade, sustentabilidade, qualidade e segurança sanitária.
A defesa sanitária foi outro eixo central do SBSS. O veterinário Jordi Baliellas Capdevila apresentou a experiência espanhola no enfrentamento da Peste Suína Africana (PSA) e ressaltou a necessidade de impedir que o vírus alcance os plantéis domésticos.
Entre as medidas destacadas estão barreiras contra a fauna silvestre, controle de veículos e pessoas, separação entre áreas limpas e sujas e vigilância ativa. O controle de vetores também ganhou espaço, com orientações sobre monitoramento de roedores, moscas e outros agentes capazes de comprometer a biosseguridade.
No pré-simpósio, especialistas reforçaram que o uso racional de antimicrobianos começa pelo diagnóstico. A definição de tratamentos, o acompanhamento dos resultados e a avaliação econômica foram apontados como ferramentas essenciais para reduzir desperdícios, resistência e perdas produtivas.
A programação técnica também mostrou que a eficiência precisa ser construída ao longo de todo o ciclo produtivo. Da matriz ao abate, sanidade, nutrição, reprodução, manejo e ambiência estão interligados e exigem estratégias ajustadas à realidade de cada granja.
Entre os pontos discutidos estiveram o manejo de primíparas, a qualidade do colostro, a saúde intestinal e a formulação nutricional específica. A mensagem comum foi de que não existe um protocolo único capaz de atender todos os sistemas de produção.
Paralelamente ao simpósio, a Brasil Sul Pig Fair reúne mais de 50 empresas e aproxima produtores e profissionais de soluções em automação, genética, nutrição, biosseguridade, equipamentos e ambiência.


Na Granja do Futuro, tecnologias são demonstradas em aplicações práticas. Entre os destaques estão o robô alimentador da Roboagro, soluções da Farmabase para performance animal, tecnologias da MS Schippers para higiene e manejo de leitões e equipamentos da Avioeste para maternidade e alimentação de fêmeas.
Mais do que apresentar produtos, o espaço evidencia uma transformação em curso: automação, precisão e gestão de dados ganham importância diante dos desafios de mão de obra, custos e necessidade de maior eficiência.
Ao reunir mercado, ciência, sanidade e inovação, o 18º SBSS reforça que o futuro da suinocultura brasileira dependerá de uma atuação cada vez mais integrada. A competitividade internacional passa pela eficiência dentro da granja, mas também pela capacidade de preservar o status sanitário, diversificar mercados e incorporar tecnologias. Em Chapecó, esses temas aproximam diferentes elos da cadeia em torno de um mesmo desafio: produzir mais, com eficiência e sustentabilidade, em um ambiente global cada vez mais complexo.
Entrevistas completas
A suínoBrasil está na 18º SBSS, no estúdio agriPlay Brasil, produzindo entrevistas exclusivas com palestrantes e experts do setor. Acompanhe nossa playlist completa:
18º SBSS debate futuro da suinocultura brasileira em Chapecó
Fonte: Assessoria de impresa da SBSS – com adaptações da redação da suínoBrasil.
Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura
AUTORES

Saúde da matriz suína: uma visão sistêmica
Carlos Carrijo
Leitegadas cada vez maiores: ate onde pode chegar o potencial da fêmea suína?
Guilherme Brant
Da exigência ao comedouro: nutrição de precisão na suinocultura
Luiz Fernando de Souza Alves
Leitegadas maiores, leitões menores: onde está o próximo ganho da suinocultura?

STREPTOCOCCUS SUIS SOROTIPO 9: Desafios e estratégias de controle
Huillian Zecchin
Estreia do porciFÓRUM consolida a força da suinocultura no SIAVS

Panorama da organização da suinocultura mundial
Lisa Le Clerc Marcelo Miele Nobert Potori Robert Hoste
Lactação em foco: como a condição corporal das fêmeas ativas determina a produção de leite e o sucesso da leitegada
Bruno Bracco Donatelli Muro César Augusto Pospissil Garbossa Erich Herzogenrath Cavaca Flavia Stievano de Souza Tavares Iris Alves de Jesus Rafaella Fernandes Carnevale
Enriquecimento ambiental para leitões: da teoria à aplicação nas granjas
Aline Cristina Sant'Anna Lucas Rocha Valfré Thiago Bernardino
Saúde locomotora de matrizes suínas: fatores de risco, nutrição e manejo
Clarice Speridião Silva Neta
Papo de granja: a sua granja está pronta para trabalhar em bandas?
Antônio Leomar EugênioTo provide the best experiences, we use technologies like cookies...