Declaração do diretor-executivo da instituição aponta não só para as exportações para a China, mas no potencial de outros países que devem crescer em demanda. Em webinar realizado na manhã desta sexta-feira (15) sobre as tendências de mercado para proteína animal brasileira na Ásia, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) adotou um tom otimista, […]
Declaração do diretor-executivo da instituição aponta não só para as exportações para a China, mas no potencial de outros países que devem crescer em demanda.
Em webinar realizado na manhã desta sexta-feira (15) sobre as tendências de mercado para proteína animal brasileira na Ásia, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) adotou um tom otimista, apostando na demanda firma da China, mas também na abertura e ampliação da demanda em outros países do continente.
De acordo com o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, a expectativa é de que ainda este ano as exportações brasileiras para a Ásia cheguem à casa das 600 mil toneladas de carne de frango e 1 milhão de toneladas de carne suína. As quantias representam, respectivamente, aumento de 7% em relação a 2019, já previsto pela instituição, e 33% de aumento, superando as expectativas.
Ele ressaltou que a Peste Suína Africana (PSA), que atingiu a China em cheio desde o final de 2018 e acabou se espalhando por outros países do continente, dizimando planteis suínos, continuará mostrando seus efeitos este ano.
“Sobre a PSA, o coronavírus acabou atenuando um pouco as importações pela Ásia, devido a questões logísticas e restrição de mobilidade da população. Mas ainda existe falta de milhões de toneladas de proteína animal em toda a Ásia”, disse.
Segundo Santin, foram abatidas matrizes suínas naquele continente em 2019, como consequência da PSA, animais que foram consumidos como carne, além de abates antecipados na China.
“Agora fica difícil a recomposição dos rebanhos, porque para ter produtividade, é preciso matrizes geneticamente boas. Essa falta de proteína animal na Ásia não será suprida apenas pela importação de carne suína”.
O gerente de mercado da ABPA, Luís Rua, ressalta que “só na China, hoje há um déficit de 20 milhões de toneladas de proteína animal”. Ele exemplifica que, mesmo se somados todo o volume exportado de carne suína por outros países, a quantidade seria de 9 milhões de toneladas, ou seja, menos da metade do que a China necessita.
Isso abre uma lacuna, inclusive, para exportações de carne de frango para o país e demais integrantes do continente, incluindo cortes que não eram comunmente consumidos.
“A respeito do acordo comercial entre a China e os Estados Unidos, Rua afirma que existe espaço para o país americano e para o Brasil também, “e isso deve perdurar por mais alguns anos”.
Santin complementa que o Brasil já abriu muitos mercados no continente asiático, inclusive com plantas sendo habilitadas ainda este ano para exportações pata Coreia do Sul e Vietnam, por exemplo.
“Sobre acordo entre Estados Unidos e China, quanto mais ele (EUA) entrar na Chinaa, mais ele vai nos abrir mercado para Taiwan, Cingapura, por exemplo, que importam produtos nossos e reexportam para outros países com valor agregado. Talvez isso seja uma oportunidade para o Brasil”. (Notícias Agrícolas)
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