20 maio 2021

Cenário crítico preocupa suinocultura independente

Seguindo a primeira quinzena do mês, a terceira semana de maio registra mais uma queda nos preços dos suínos comercializados no mercado independente, os patamares atingidos frente aos valores do milho e do farelo de soja atingiram níveis críticos em algumas praças. Clique aqui e confira as cotações nas principais praças!

Cenário crítico preocupa suinocultura independente

Seguindo a primeira quinzena do mês, a terceira semana de maio registra mais uma queda nos preços dos suínos comercializados no mercado independente, os patamares atingidos frente aos valores do milho e do farelo de soja atingiram níveis críticos em algumas praças.

A terceira semana de maio registra mais uma queda nos preços dos suínos comercializados no mercado independente.

A terceira semana de maio registra mais uma queda nos preços dos suínos comercializados no mercado independente.

 

Ipvs 2022 agriNews FM pt

As vendas de carne suína estão desaquecidas no mercado doméstico desde o início deste mês, segundo informações do Cepea. Isso pressiona as cotações de cortes e carcaças e reduz a demanda da indústria por novos lotes de animais. As exportações da proteína suína, por sua vez, tiveram forte recuo na segunda semana de maio, reforçando o cenário de baixa liquidez.

O receio de novas elevações nas cotações do cereal e a dificuldade de aquisição no mercado spot faz com que suinocultores não consigam segurar animais na granja, ofertando-os a valores reduzidos para escoar a produção.

No estado de São Paulo, segundo o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, o preço do animal, no mercado independente, despencou de R$ 6,40/kg vivo para R$ 5,33/kg vivo.

“É o fundo do poço. Com a arroba suína a R$ 100,00 e a saca de milho a R$ 102,72, a relação de troca não permite que uma arroba suína compre uma saca inteira de milho (compra 0,98, quando o ideal é 2,5). Isso é algo inédito, e se perdurar por mais algumas semanas, vai inviabilizar a atividade”, afirmou.

Em Minas Gerais, o mercado também registrou queda no preço do suíno vivo, passando de R$ 6,30/kg vivo para R$ 5,50/kg vivo, queda de 12,7% ante a queda de 21,25% na semana anterior, segundo o consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais, (Asemg), Alvimar Jalles:

“O valor do suíno em Minas Gerais foi balizado pelo nível de preço da carcaça a nível Brasil, preços são determinados regionalmente pela oferta e procura no país como um todo, o nível de concorrência nacional é um sintoma de equilíbrio ou desequilíbrio. Em Minas, nós já sabemos como as expectativas dos participantes da cadeia se misturam com as ofertas e as procuras reais são inseparáveis,” conclui Jalles.

Para o maior produtor e exportador de carne suína o dia também foi de baixa para o mercado, Santa Catarina, registrou recuo de 7,35%, de R$ 6,80/kg vivo para R$ 6,30/kg vivo. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), a situação é preocupante, uma vez que o setor aguarda medidas de apoio do Governo Federal para a facilitação de compras de insumos desde o final de 2020 e ainda não foi atendido.

O Presidente da ACCS, Losivanio Luiz Lorenzi, cobra que as lideranças governamentais façam políticas que incentivem o setor produtivo, já que muitos produtores podem abandonar a atividade por não conseguirem arcar com os custos de produção. “Durante a pandemia nós não paramos. Trabalhamos para abastecer as gôndolas dos supermercados e levamos comida de excelência para o mundo. Ou o governo toma uma atitude ou teremos muitos suinocultores independentes fora da atividade”. 

Considerando a média semanal (entre os dias 13/05/2021 a 19/05/2021), o indicador do preço do quilo do suíno do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 6,17%, fechando a semana em R$ 6,58.

“Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,27”, informou o reporte do Lapesui.

Para o mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras, a previsão é que esta (21) seja de mais quedas. Na semana passada (14), registrou-se uma queda de R$ 7,40/kg vivo para R$ 7,03/kg vivo, de acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdeci Folador.

“O problema é que os frigoríficos não querem elevar os preços porque dizem que não vende lá na ponta final. Está difícil”, pontua Folador.

 

Fonte: Notícias Agrícola, CEPEA e Redação SuínoBrasil.

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