25 abr 2022

Epidemiologia e profilaxia da Gastroenterite Transmissível dos suínos (TGE)

A Gastroenterite Transmissível dos Suínos (TGE) é uma doença viral entérica aguda, de alta transmissibilidade, que acomete suínos de todas as idades. Leia o artigo completo!

Epidemiologia e profilaxia da Gastroenterite Transmissível dos suínos (TGE)

Gastroenterite Transmissível dos Suínos (TGE) é uma doença viral entérica aguda, de alta transmissibilidade, que acomete suínos de todas as idades.

A TGE é caracterizada por vômito, diarreia severa e alta mortalidade (100%), acometendo leitões com menos de 2 semanas de idade, em áreas endêmicas, e animais de todas as idades, quando de surto em área indene.

Epidemiologia e profilaxia da Gastroenterite Transmissível dos suínos (TGE) Epidemiologia e profilaxia da Gastroenterite Transmissível dos suínos (TGE)

Vírus da Gastroenterite Transmissível dos suínos O mutante natural do vírus TGE é o coronavírus respiratório de suínos, agente etiológico da Coronavirose respiratória dos suínos (PRC), que apresenta baixa patogenicidade, com baixo impacto econômico, e de ocorrência endêmica em rebanhos com imunidade parcial contra a TGE, ou concomitantemente infectados. Os sistemas atingidos são o digestivo, mamário e respiratório. A TGE e PRC apresentam reação cruzada frente ao teste de soro de neutralização, e são distinguíveis por provas que se valem de anticorpos monoclonais (AcMo).

Banner robapagina agfit Cbna

Os suínos são os únicos hospedeiros da TGE/PRC. Em rebanhos endemicamente infectados, embora suínos de todas as idades sejam suscetíveis ao vírus TGE e/ou ao vírus PRC (coronavirus respiratório dos suínos), a mortalidade ocorre principalmente em leitões com menos de 5 semanas de idade. Em suínos com mais de 5 semanas, a mortalidade é muito baixa.

O vírus TGE é intimamente relacionado com coronavirus de felinos e cães, e pode se replicar, sem manifestação clínica, em gatos, cães e raposas.

Pesquisas realizadas na Europa Central, têm detectado presença de anticorpos em aproximadamente 30% de suídeos asselvajados.

 

Etiologia

O agente etiológico é um vírus RNA envelopado, do gênero Alphacoronavirus, subfamília Alphacoronavirus e espécie Alphacoronavirus 1, que apresenta reação cruzada com coronavírus de outras espécies animais.

Figura 1 – Imagem do vírus da TGE por meio da microscopia eletrônica (esquerda) e a ilustração da forma em coroa (direita).

Características do vírus e importância epidemiológica

Infectividade

Corresponde à capacidade que um agente etiológico apresenta ao entrar no organismo de um novo hospedeiro, tempo estimado para instalação e multiplicação. A literatura consultada não menciona a DI50 (capacidade que o vírus apresenta em infectar animais suscetíveis, e é medida pela dose capaz de infectar 50% dos animais inoculados/DI50), mas as evidências epidemiológicas permitem inferir pela observação da frequência de animais que adoecem, imediatamente, após a introdução do vírus TGE em um rebanho.

Patogenicidade

É a capacidade de um agente etiológico provocar aparecimento de sinais clínicos. O vírus da Gastroenterite Transmissível dos suínos apresenta patogenicidade que varia de baixa a alta, o que pode ser compreendido pela elevada prevalência de infecções. Mas, apenas a TGE endêmica apresenta elevada prevalência de casos clínicos, que podem se manifestar sob forma de surtos. Sorotipos podem variar quanto à patogenicidade.

Virulência 

É a gravidade de um caso de doença. É elevada em decorrência da intensidade dos sinais clínicos, assim como em função da elevada letalidade (número de mortos entre doentes). Sorotipos podem variar quanto à virulência. A virulência também varia com a idade dos animais acometidos, sendo maior entre animais jovens, em áreas endêmicas, mas não varia em caso de surtos epidêmicos.

Resistência

É a capacidade que o agente apresenta em sobreviver na ausência de parasitismo.

Profilaxia e medidas de prevenção

Medidas inespecíficas de controle de foco

Medidas específicas de prevenção e controle – imunoprofilaxia 

Não tem sido demonstrado bons resultados com o uso de vacinas em animais já infectados, exceto quando ocorre aplicação de dose de reforço (booster) em fêmeas prenhas. Eficácia de vacinas vivas ou inativadas aplicadas por via oral ou nasal é inconsistente e frustrante. A vacinação pode ser útil em rebanhos endemicamente infectados.

Clique aqui para ler o capítulo completo.

Fonte: Doenças Virais de Importância na Produção de Suínos – Capítulo 6.

Relacionado com Patologia e Saúde Animal
Sectoriales sobre Patologia e Saúde Animal

REVISTA SUÍNO BRASIL

Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura

EDIÇÃO suínoBrasil 4º trimestre 2022
O papel da genética em cenários desafiadores

O papel da genética em cenários desafiadores

Natalia Irano
Genética de suínos no Brasil: o presente é genômico e o futuro é digital e verde

Genética de suínos no Brasil: o presente é genômico e o futuro é digital e verde

Daniele Botelho Diniz Marques Delvan Alves da Silva Letícia Fernanda de Oliveira Paulo Sávio Lopes Renata Veroneze Simone Eliza Facioni Guimarães
PORK 20 ANOS retorna e reúne cinco mil profissionais

PORK 20 ANOS retorna e reúne cinco mil profissionais

Epidemiologia do Seneca Valley Vírus – Parte II

Epidemiologia do Seneca Valley Vírus – Parte II

Dra. Masaio Mizuno Ishizuka
PAN-BR AGRO: nossa ferramenta de controle da resistência aos antimicrobianos

PAN-BR AGRO: nossa ferramenta de controle da resistência aos antimicrobianos

Jalusa Deon Kich
Hiperleitegadas: o que faremos com os leitões excedentes?

Hiperleitegadas: o que faremos com os leitões excedentes?

Gabryele Almeida Joana Barreto Márvio Lobão Teixeira de Abreu Pedro Gomes Thais Oliveira
A suplementação de altrenogest durante a gestação de fêmeas suínas pode trazer impactos positivos sobre a produtividade

A suplementação de altrenogest durante a gestação de fêmeas suínas pode trazer impactos positivos sobre a produtividade

Ana Clara Rodrigues Oliveira Bruno Bracco Donatelli Muro César Augusto Pospissil Garbossa
BalanGut™ LS, melhoria em saúde intestinal e performance

BalanGut™ LS, melhoria em saúde intestinal e performance

Rodrigo Knop Guazzi Messias Rosana Cardoso Maia
A genética do futuro: eficiência com eficácia em um mundo sustentável

A genética do futuro: eficiência com eficácia em um mundo sustentável

Cristian Martinez Flaviana Miranda Luciana Salles de Freitas
Aditivos alternativos apoiam a retirada de antimicrobianos melhoradores de desempenho na suinocultura

Aditivos alternativos apoiam a retirada de antimicrobianos melhoradores de desempenho na suinocultura

Lucas Avelino Rezende
“Ambiência não é só temperatura ambiente”:  uma visão sobre o conceito e importância da ambiência na suinocultura

“Ambiência não é só temperatura ambiente”: uma visão sobre o conceito e importância da ambiência na suinocultura

Fernanda Laskoski Ismael França
A nova cepa probiótica que combina os benefícios das bactérias ácido láticas e o das formadoras de esporos: Bacillus coagulans DSM 32016

A nova cepa probiótica que combina os benefícios das bactérias ácido láticas e o das formadoras de esporos: Bacillus coagulans DSM 32016

Dr. Lydia Zeibich
Definindo padrões para uma suinocultura sustentável

Definindo padrões para uma suinocultura sustentável

Carlos Martins Rodolfo Oppitz Ferreira
Qual a interação entre nutrição, manejo e saúde intestinal?

Qual a interação entre nutrição, manejo e saúde intestinal?

Vinícius de Souza Cantarelli Ygor Henrique de Paula
Com recorde de público, SIAVS promove importantes debates e oportuniza negócios

Com recorde de público, SIAVS promove importantes debates e oportuniza negócios

Juliano Rangel

ESCUTE A REVISTA EM agriFM

agriFM - podcasts em português

JUNTE-SE À NOSSA COMUNIDADE SUÍNA

Acesso aos artigos em PDF
Informe-se com nossas newsletters
Receba a revista gratuitamente na versão digital

DESCUBRA
AgriFM - Los podcast del sector ganadero en español
agriCalendar - El calendario de eventos del mundo agroganaderoagriCalendar
agrinewsCampus - Cursos de formación para el sector de la ganadería