Preços em queda
Segundo relatório do CEPEA, o mercado suinícola nacional enfrentou um cenário desafiador em janeiro de 2025

Mercado de suínos registra queda nos preços e redução no poder de compra em janeiro
Segundo relatório do CEPEA, o mercado suinícola nacional enfrentou um cenário desafiador em janeiro de 2025, com queda nos preços do suíno vivo e da carne suína, além de uma redução no poder de compra dos produtores frente aos insumos. O recuo já era esperado pelo setor devido ao impacto sazonal das despesas extras da população e das férias escolares, que reduzem o consumo de proteínas.
Preços em queda
Os preços do suíno vivo apresentaram forte desvalorização em todas as praças acompanhadas pelo CEPEA. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal fechou o mês cotado a R$ 7,94/kg, queda de 13,2% em relação a dezembro. Em Minas Gerais, a retração foi de 8,4%, com a média ficando em R$ 8,02/kg em Patos de Minas. No Paraná, em Arapoti, o preço caiu 11,3%, chegando a R$ 8,15/kg.
A carne suína também apresentou recuos significativos. O pernil com osso negociado no estado de São Paulo caiu 5,7% frente a dezembro, enquanto a carcaça especial registrou retração de 15,4%, sendo comercializada, em média, a R$ 11,91/kg no atacado da Grande São Paulo.
Exportações e cenário internacional
Apesar da redução nas vendas internas, o volume exportado em janeiro alcançou 104,6 mil toneladas, um recorde para o mês desde o início da série histórica da Secex em 1997. No entanto, houve um leve recuo de 3% em relação a dezembro. A receita obtida com as exportações totalizou US$ 236,1 milhões, 7,8% inferior ao mês anterior, mas 19,5% maior na comparação anual.
A redução nos envios esteve atrelada à queda na demanda dos principais importadores asiáticos. Japão, Hong Kong e China diminuíram suas compras em 2,1%, 0,7% e 0,1%, respectivamente, de dezembro para janeiro.
Poder de compra e competitividade
A queda nos preços do suíno vivo impactou diretamente a relação de troca com os principais insumos da atividade. Em janeiro, um quilo de suíno vivo na região SP-5 foi suficiente para adquirir apenas 6,42 kg de milho, uma redução de 14,7% em relação a dezembro. Já na relação com o farelo de soja, o poder de compra caiu 12,3%, com cada quilo de suíno vivo comprando 4,02 kg do insumo.
No mercado interno, a competitividade da carne suína aumentou em relação à bovina e ao frango. A carcaça especial suína foi negociada a um preço médio de R$ 11,91/kg, ficando 3,51 Reais/kg abaixo do frango inteiro, uma redução de 39,2% nessa diferença frente a dezembro. Em comparação com a carcaça casada bovina, a diferença foi de 11,29 Reais/kg, favorecendo a proteína suína diante da carne bovina mais cara.
Diante desse cenário, o setor suinícola segue atento às oscilações do mercado e à retomada do consumo nos próximos meses, aguardando possíveis reações dos preços e ajustes na oferta e demanda.
Fonte: Boletim do Suíno (CEPEA) Nº 173 Janeiro/2025
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