26 set 2022

Pontos de atenção de ambiência e manejo de leitões na fase de creche

Proporcionar um ambiente de qualidade, com controle sanitário é fundamental para o desenvolvimento dos leitões na fase de creche. Leia mais!

Pontos de atenção de ambiência e manejo de leitões na fase de creche

Proporcionar um ambiente de qualidade, com controle sanitário apropriado e confortável é fundamental para um adequado desenvolvimento dos leitões na fase de creche (KUMMER et al., 2009).

No momento em que os animais são alojados na creche, a instalação deve estar quente e seca. O controle de temperatura não serve apenas para diretrizes, mas sim para evitar possíveis perdas. É importante observar os leitões em repouso, eles sentem-se confortáveis deitando de lado, encostando uns nos outros, porém não se acumulam (FARRELL e TEMPLETON, 2007). Leitões amontoados demonstram desconforto e sensação de frio, já leitões ofegantes e espalhados demonstram sensação de calor excessivo.

Qualquer estresse de temperatura nos primeiros dias em particular, pode ser decisivo para problemas entéricos principalmente (KUMMER et al., 2009). À medida que os leitões crescem, as exigências térmicas variam, o que se busca são temperaturas entre 23 – 30ºC dependendo a semana de alojamento.

É necessário o controle da temperatura através do acompanhamento diário com termômetro de máxima e mínima em cada sala de creche, além da observação do comportamento dos animais.

O manejo de cortinas é fundamental para manter a temperatura adequada a cada fase, permitindo a renovação de ar das salas e impedindo a incidência direta de correntes de ar frio sobre os leitões.

Em regiões mais frias, o uso de cortinas duplas auxilia significativamente na manutenção do conforto térmico, também nesses locais faz-se necessário o uso de campânulas que podem utilizar energia elétrica (resistências ou lâmpadas infravermelhas) ou gás (GLP ou biogás). As campânulas são móveis, podendo ser transferidas de uma sala para outra. O uso de lonas ou escamoteadores móveis nos primeiros dias de alojamento na creche também pode auxiliar na melhor utilização do calor produzido pelos leitões e pelas campânulas, já que promovem a redução no ambiente a ser aquecido (ABCS, 2011).

A umidade relativa do ar assume importante papel como facilitador ou como complicador dos mecanismos de dissipação de calor por via evaporativa. Umidades altas demais prejudicam o trânsito de muco no trato respiratório (por torná-lo excessivamente fluido) e umidades muito baixas prejudicam por torná-lo excessivamente viscoso. Para permitir um deslocamento adequando do tapete mucoso sobre os cílios do trato respiratório, uma umidade relativa do ar entre 60-80% é considerada adequada (BARCELLOS et al., 2008).

Segundo SCHMIDT et al. (2002), os gases mais presentes nas instalações para suínos são amônia, sulfeto de hidrogênio e dióxido de carbono. No inverno, quando a ventilação é reduzida para manter o calor, a concentração desses gases aumenta dentro das instalações.

Esses gases podem causar uma depressão ou inativação dos mecanismos de defesa do trato respiratório, podendo ser reduzidos através de uma ventilação adequada. A amônia causa uma inibição na ação dos cílios, que possuem grande importância no mecanismo de limpeza do trato respiratório (CARR et al., 1998).

No que diz respeito ao ar na fase de creche, um fluxo inadequado pode ser considerado como fator predisponente para doenças do trato respiratório. As correntes de ar são diferentes de um fluxo adequado, as correntes podem causar grandes problemas e estresses para os leitões. Portas mal fechadas e cortinas que não estão em boas condições são razões clássicas de correntes de ar (CARR et al., 1998).

 

Leia também:

Como o estresse por calor afeta a produtividade de matrizes suínas?

 


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