Reconhecimento internacional reforça o compromisso sanitário do Brasil e destaca o trabalho conjunto entre o setor público e o privado no enfrentamento à febre aftosa
ABCS marca presença na 92ª Assembleia da OMSA e celebra reconhecimento internacional!

Reconhecimento internacional reforça o compromisso sanitário do Brasil e destaca o trabalho conjunto entre o setor público e o privado no enfrentamento à febre aftosa
Nesta semana, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) participou da 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris. O evento, que reuniu representantes de 183 países, foi marcado pela publicação da Resolução nº 13, que atualiza o reconhecimento oficial de zonas livres de febre aftosa (FA) com e sem vacinação, no mundo.
Um dos destaques desta atualização foi o reconhecimento da nova zona brasileira livre de febre aftosa sem vacinação, abrangendo 21 estados (Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins) e o Distrito Federal. Essa nova zona agora se soma às demais regiões brasileiras já reconhecidas pela OMSA, incluindo os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Acre, além de partes do Amazonas e Mato Grosso.

Reconhecimento internacional reforça o compromisso sanitário do Brasil e destaca o trabalho conjunto entre o setor público e o privado no enfrentamento à febre aftosa
Com um rebanho superior a 230 milhões de animais biungulados — entre bovinos, suínos, ovinos e caprinos (dados do Censo Agropecuário IBGE 2017), o Brasil reafirma sua capacidade técnica e compromisso sanitário ao alcançar um dos mais altos níveis de status sanitário internacional. Mais que um avanço, trata-se da consolidação de uma trajetória construída ao longo de décadas de campanhas de vacinação, sustentada pela forte parceria entre o setor público e privado, e por um sistema robusto de vigilância epidemiológica e fiscalização dos serviços veterinários estaduais e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Para a Diretora Técnica da ABCS, Charli Ludtke:
“O Brasil adotou um modelo exemplar de enfrentamento à febre aftosa, baseado na parceria público-privada, onde o produtor rural assume a responsabilidade de adquirir e aplicar a vacina, enquanto os serviços veterinários oficiais garantem a orientação, organização das campanhas e a fiscalização da execução das vacinas. Essa integração foi essencial para atingirmos altas coberturas vacinais e interrompermos a circulação viral no território nacional, envolvendo o apoio de diversas lideranças no segmento agropecuário, o que estabeleceu as bases para nos tornarmos um país livre da doença.”
Além disso, Charli reforça a importância da integração regional, especialmente no cenário latino-americano: “As ações coordenadas entre os países da América do Sul e seus serviços veterinários têm sido fundamentais para ampliar o status sanitário, e contribuir para a erradicação da doença e fortalecer os mecanismos de resposta frente a emergências sanitárias.”
O novo status abre caminhos para a ampliação do acesso a mercados mais exigentes, eleva o valor dos produtos de origem animal e fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos seguros e de alta qualidade.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes:
“É com grande orgulho que celebramos mais esse marco histórico para o Brasil e para toda a cadeia produtiva da suinocultura. O reconhecimento internacional da nova zona livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA não é apenas uma conquista sanitária, mas um símbolo da maturidade, da competência e da seriedade com que o país conduz sua defesa agropecuária. Essa conquista vai além de uma ação técnica importante: ela representa um marco de confiança internacional, que reafirma o comprometimento do Brasil com a sanidade e impulsiona ainda mais a credibilidade da produção nacional”.
O desafio agora é manter os padrões conquistados e seguir investindo e aprimorando os temas em biosseguridade, formação técnica e vigilância ativa, para que o Brasil siga avançando como referência mundial em sanidade animal.
Acesse aqui a lista oficial das zonas reconhecidas e demais documentos da OMSA, acesse: https://www.woah.org/en/disease/foot-and-mouth-disease/#ui-id-2
Para verificar os documentos e informações relacionadas a Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), acesse: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/febre-aftosa/combate-febre-aftosa
Reconhecimento internacional reforça o compromisso sanitário do Brasil e destaca o trabalho conjunto entre o setor público e o privado no enfrentamento à febre aftosa
FONTE: ABCS
Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura
AUTORES

Estratégias de biosseguridade pós-PSC no Brasil

TechnoSpore: Probiótico Estratégico para Integridade Intestinal de Suínos
Equipe Técnica Biochem Brasil
Ganho compensatório: estratégia nutricional ou risco produtivo?
Carlos Kippert Gabriela Miotto Galli Ines Andretta Marcos Kipper Vitória Karolina Timbola Heckler
Eficiência produtiva e rentabilidade: a visão estratégica das curvas de consumo
Jefferson Bastos Alves
Da nanoescala ao campo: como a nanotecnologia poderá redefinir a suinocultura moderna
Ronise Depner
Efeitos do uso de aditivos nutricionais sobre o desempenho reprodutivo, fisiológico e produtivo de matrizes suínas durante gestação e lactação
Clarice S. Silva Neta Felipe N. A. Ferreira Fernanda F. Abranches Gabriel C. Rocha Jeferson P. Santana
Menos poesia, mais tecnologia: ambiência como fator decisivo na eficiência da produção

Disenteria suína: a complexidade por trás de um controle ainda desafiador
Matheus Costa Suzana Cortiano Stubert Ygor Henrique de Paula
Transição das celas individuais para baias coletivas no Brasil
Cleandro Pazinato Dias Fabricio Murilo Beker Jade Pellenz
Ração eficiente começa na matéria-prima: o papel estratégico dos grãos