Setor sente impacto do câmbio e da queda de preços externos, enquanto aposta em novos mercados

A suinocultura brasileira iniciou 2026 em um momento de ajuste após um período de forte crescimento. Apesar de um primeiro trimestre considerado razoável, o setor já percebe mudanças no ambiente de mercado, especialmente no cenário externo.
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o momento exige reequilíbrio, mas não preocupa.
“Esse ano começa a mostrar um pouco mais de dificuldade, especialmente por conta dos preços na exportação terem diminuído”, afirmou.
Segundo Santin, o cenário atual da suinocultura é consequência de um ciclo positivo recente.
“A cadeia vinha crescendo, aumentando peso médio, com bons volumes e dois anos muito bons”, explicou. “Agora é um ajuste normal de mercado”.
Ele reforça que não há sinais de crise estrutural.
“Isso não vai refletir em prejuízos na cadeia, mas sim em readequações”.
A redução nos preços internacionais está ligada, em grande parte, ao câmbio. “É muito mais um efeito do dólar do que de demanda”, disse.
Esse cenário pressiona as margens e exige maior atenção ao equilíbrio entre produção e comercialização.
Com menor dinamismo nas exportações, o consumo doméstico ganha importância.
“A gente acompanha o mercado interno de perto, porque ele passa a ser fundamental nesse momento”, afirmou Santin.
Para compensar o cenário mais apertado, o Brasil avança na abertura de mercados.
“Ontem mesmo tivemos o anúncio da abertura do Vietnã para miúdos suínos e de El Salvador para produtos processados”, destacou.
Segundo ele, essas iniciativas ajudam a dar fluidez à produção. “Isso contribui para esse processo de recuperação do setor”.
Assim como na avicultura, a sanidade animal é um ponto central. O setor mantém atenção à peste suína africana.
“Somos livres dessa doença há mais de 40 anos e não queremos que ela chegue ao Brasil”, alertou.
Ele reforça que os cuidados devem ser permanentes. “Tem que manter a mesma toada de biosseguridade sempre”.
Apesar do momento de ajuste, a avaliação do setor é positiva para 2026.
“A suinocultura está forte e tem capacidade de reversão”, afirmou. “A tendência é fechar o ano de maneira positiva”.
Para Santin, o cenário exige atenção, mas não muda os fundamentos da atividade. “É um ajuste, não uma crise”, concluiu.
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