Infraestrutura para cargas refrigeradas fortalece exportações de carne suína brasileira

A expansão da operação da JBS Terminais no Porto de Itajaí (SC) tem impulsionado a logística da suinocultura brasileira. Em um ano e meio, o terminal registrou crescimento de 330% na movimentação, superando 560 mil TEUs desde outubro de 2024, com média de alta mensal de 12%.
O avanço ocorre em um momento estratégico para o setor, que depende de eficiência logística e controle rigoroso da cadeia de frio para atender mercados internacionais cada vez mais exigentes.
No primeiro trimestre de 2026, o volume movimentado cresceu mais de 60% na comparação anual, refletindo a consolidação do terminal como corredor relevante para exportação de proteínas, incluindo carne suína.
Segundo Aristides Russi Junior, presidente da empresa, o crescimento está diretamente ligado aos investimentos realizados na estrutura portuária e ao foco em cargas específicas.
“A combinação de equipamentos de alta performance, infraestrutura consistente e gestão focada em eficiência sustenta esse novo ciclo de crescimento”, afirma.
Entre os principais avanços está a instalação de 1.708 tomadas para contêineres refrigerados, fator determinante para a suinocultura, que exige rigor no transporte e armazenamento para garantir qualidade e conformidade sanitária.
A modernização incluiu ainda investimento de R$ 220 milhões e aquisição de guindastes com capacidade para até 125 toneladas, além da implementação de oito gates reversíveis, que aumentam a fluidez no acesso rodoviário ao porto.
Com 1.030 metros de cais, quatro berços e operação de 10 linhas de navegação, o terminal conecta Santa Catarina a mercados na Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África — destinos estratégicos para a carne suína brasileira.
A retomada do Porto de Itajaí também se reflete no aumento do fluxo de embarcações, que já supera em 26% o patamar pré-paralisação. Ao todo, são cerca de 400 escalas registradas no período.
O cenário reforça o papel da infraestrutura logística como fator-chave para o crescimento sustentável das exportações da suinocultura nacional.
Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura
AUTORES

Parto prolongado, sobrevivência comprometida: evidências do impacto da cinética do parto sobre a asfixia neonatal
Bruno Bracco Donatelli Muro César Augusto Pospissil Garbossa Erich Herzogenrath Cavaca Inácio Matheus Saliba Monteiro Rafaella Fernandes Carnevale Roberta Yukari Hoshino
Programa nutricional para leitões recém-desmamados: redução proteica com suplementação de aminoácidos
Allan Paul Schinckel Amoracyr José Costa Nuñez Kallita L. S. Cardoso Mariana Garcia de Lacerda Vivian Vezzoni de Almeida
Gestão do microclima na maternidade suína: equilíbrio térmico entre porcas e leitões
Cristiano Marcio Alves de Souza Filipe Bittencourt Machado de Souza Jéssica Mansur S. Crusoé Leonardo França da Silva Victor Crespo de Oliveira
Balanço preliminar da suinocultura brasileira em 2025
Iuri Pinheiro Machado
Eco Animal Health reforça presença no Brasil e destaca a relevância do Aivlosin® na suinocultura moderna

DanBred Brasil realiza primeira edição do GPS: Grandes Parceiros da Suinocultura

Sanidade animal não é sobre doença. É sobre ambiente, pessoas e sabedoria
Luiz Felipe Caron
Impacto do uso de antibióticos em leitões após o nascimento
Renato Philomeno
Piglet Protector: Solução inovadora para vitalidade e desempenho de leitões recém-nascidos
Equipe Técnica Biochem Brasil
Impactos de diarreia neonatal na produção de suínos
Jessica Carolina Reis Barbosa Roberto Maurício Carvalho Guedes
Aditivo Improver® como alternativa natural a antimicrobianos melhoradores de desempenho em leitões desmamados
Gefferson Almeida da Silva José Paulo Hiroji Sato Jovan Sabadin Viviana Molnár-Nagy
Do registro às quarentenas: cinco decisões que moldaram a suinocultura gaúcha
Priscila Beck
Consumo de carne suína avança 45% e se aproxima de 20 kg per capita. SNDS aponta próximos passos
Priscila Beck
Quando a tosse custa caro: por que manter a granja livre de Mycoplasma faz diferença?
Cândida Azevedo