Treinamento de bem-estar animal reforça boas práticas no manejo pré-abate e abate humanitário
O treinamento contou com a participação de frigoríficos associados da AVES e da ASES, reforçando o compromisso do setor com a conformidade legal, a ética e a excelência nos processos produtivos.

Treinamento de bem-estar animal reforça boas práticas no manejo pré-abate e abate humanitário
O Sindifrio-ES (Sindicato das Indústrias do Frio no Espírito Santo) realizou, entre os dias 19 e 22 de janeiro de 2026, o Treinamento de Bem-Estar no Manejo Pré-Abate, com foco na aplicação da Portaria nº 365, de 16 de julho de 2021, que aprova o Regulamento Técnico de Manejo Pré-Abate e Abate Humanitário.
A coordenadora técnica da AVES-ASES, Carolina Covre, acompanhou o treinamento, que foi realizado na FINDES, em Vitória/ES, reunindo profissionais de diferentes áreas da indústria frigorífica.
Segundo o diretor executivo do Sindifrio-ES, José Alexandre Santos, a capacitação contínua é estratégica para o setor. “Com 32 horas de capacitação, o treinamento prepara Responsáveis Técnicos (RTs) e equipes das indústrias para a correta aplicação das práticas de manejo pré-abate e abate humanitário, assegurando conformidade com os Programas de Autocontrole (PAC) e os Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs), além de reduzir riscos de não conformidades durante fiscalizações”, destaca.
Ele reforça ainda que, além do atendimento às exigências legais, a iniciativa gera impactos positivos em toda a cadeia produtiva.
“O curso contribui para a qualidade dos produtos, o fortalecimento das boas práticas e a sustentabilidade do setor. Ao investir na qualificação contínua, o Sindifrio-ES consolida seu papel como entidade representativa, promotora da excelência técnica, da conformidade regulatória e do desenvolvimento responsável da cadeia de carnes (aves, bovinos e suínos) no Espírito Santo”, completa.
Conteúdo técnico e aplicação prática
Os treinamentos foram ministrados por Humberto Cunha e Lara Bonfim, profissionais reconhecidos pela atuação técnica e pela abordagem prática. O conteúdo teve como diferencial o foco nas rotinas de chão de fábrica, com orientações diretamente aplicáveis ao dia a dia das indústrias.
O programa abordou temas essenciais como:
Para o palestrante Humberto Cunha, a capacitação das equipes é um fator decisivo para o cumprimento efetivo da legislação. “A capacitação das equipes é decisiva para que o bem-estar animal e a Portaria MAPA nº 365/21 sejam cumpridos de forma consistente e comprovável nas rotinas industriais. O treinamento traduz os requisitos da norma para a realidade do abate, com o uso de fotos, vídeos, casos reais e a vivência prática dos instrutores”, explica.
Ele ressalta ainda o papel estratégico da formação dos Responsáveis pelo Bem-Estar Animal, exigidos pela Portaria.
“O treinamento teve um papel central na formação e no fortalecimento desses profissionais, que atuam como lideranças no abate, referência técnica e comportamental das equipes, com critérios claros para monitorar, verificar, tomar decisões e conduzir ações corretivas no PAC de BEA. Isso reduz a variabilidade de resultados e previne desvios que geram não conformidades, perdas financeiras e exposição reputacional, especialmente nos segmentos de aves e suínos”, afirma.
Humberto Cunha é médico-veterinário, especialista em Ciência Avícola, mestre em Ciência de Alimentos e doutorando em Ciência Animal, com foco em qualidade da carne e bem-estar animal. Possui mais de 15 anos de experiência como gestor da qualidade e consultor em abatedouros frigoríficos de aves e suínos, atuando diretamente com Programas de Autocontrole (PAC) e normas internacionais de segurança dos alimentos.
Além do cumprimento legal, cujo prazo final é 31 de janeiro de 2026, o treinamento destacou a importância do bem-estar animal como fator determinante para a qualidade final da carne, contribuindo para a redução de problemas como contusões, hematomas, fraturas e a ocorrência de carnes PSE e DFD.
A iniciativa fortalece a atuação das indústrias, preparando equipes técnicas e operacionais para processos mais seguros, humanizados e alinhados às melhores práticas nacionais e internacionais de bem-estar animal.
Fonte: AVES-ASES
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