02 jul 2026

Intercooperação fortalece a cadeia suinícola frente às oscilações de mercado

Com faturamento histórico superior a R$7 bilhões, Frimesa exemplifica como o associativismo conecta eficiência de mercado, inclusão social e desenvolvimento no campo.

Intercooperação fortalece a cadeia suinícola frente às oscilações de mercado

Cooperativismo fortalece a cadeia suinícola, face aos desafios

O Dia Internacional das Cooperativas, celebrado no primeiro sábado de julho — neste ano, em 4 de julho — destaca a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social. Um exemplo é a Frimesa Cooperativa Central, que encerrou 2025 com faturamento bruto recorde de R$ 7,04 bilhões, resultado 7% superior ao registrado em 2024.

“Esse resultado é fruto de um trabalho que envolveu a consolidação da nossa infraestrutura, com a planta de Assis Chateaubriand, no Paraná, e que é o maior investimento da história da cooperativa. Agimos coletivamente para que toda a cadeia funcione de forma sustentável, oferecendo segurança e estabilidade às famílias cooperadas para continuar investindo e crescendo em seus negócios”, afirma Elias José Zydek, presidente executivo da Frimesa.

A cooperativa central reúne cerca de 2,5 mil produtores integrados de cinco cooperativas filiadas — Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato —, concentrando a industrialização e a comercialização da produção. Segundo a Frimesa, o modelo de intercooperação permite distribuir riscos, ganhar escala e assegurar rentabilidade aos cooperados, enquanto a riqueza gerada pela atividade industrial retorna às regiões produtoras, movimentando o comércio, o setor de serviços e estimulando novos investimentos nas propriedades rurais. Em 2025, a cooperativa manteve um quadro de quase 13 mil colaboradores diretos, processou 3,2 milhões de suínos e 258 milhões de litros de leite, abastecendo cerca de 49 mil clientes ativos no Brasil.

Os indicadores operacionais também refletem ganhos de eficiência. Na divisão de lácteos, a produtividade aumentou 2% e o custo por quilo de produto acabado foi reduzido em 7,6%. Já a divisão de carnes, responsável por 76,6% do faturamento da cooperativa, manteve os custos operacionais praticamente estáveis, com variação de apenas 0,3%, e produziu mais de 360 mil toneladas de alimentos processados.

No mercado externo, as exportações avançaram 19,4% em 2025. A Frimesa detém 52% de participação (market share) no mercado de carne suína do Paraná e responde por cerca de 8% das exportações brasileiras do segmento, destinando 33% de sua produção de carnes ao mercado internacional. Do faturamento da cooperativa, 26% são provenientes do comércio exterior, com atuação em quatro continentes.

Especialista em carne suína e derivados lácteos, a Frimesa completa quase 50 anos de atuação e ocupa a posição de quarta maior empresa de abate e processamento de suínos do Brasil. Com seis unidades industriais, 15 centros de distribuição, portfólio com mais de 560 produtos e atuação sustentada pelas cooperativas filiadas, a central chega ao Dia Internacional das Cooperativas com resultados que refletem a força do modelo de intercooperação, baseado em ganhos de escala, eficiência operacional e geração de renda para as regiões produtoras.

Cooperativismo fortalece a cadeia suinícola, face aos desafios

Fonte: Frimesa – com adaptações da redação suínoBrasil.

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