Com o núcleo genético Gênesis, a Agroceres PIC reduz o chamado “gap genético” entre o material desenvolvido nos programas de melhoramento e aquele utilizado nas granjas comerciais, aproximando o produtor brasileiro dos avanços mais recentes da genética suína.

A evolução da suinocultura passa por uma corrida constante para produzir mais, com menos recursos e maior previsibilidade. E, nesse cenário, não basta desenvolver animais geneticamente superiores: é preciso fazer com que esse progresso chegue ao produtor no menor intervalo possível.
É justamente nesse ponto que a estrutura da Agroceres PIC ganha relevância. Durante o SIAVS 2026, o estúdio da agriNews Brasil recebeu Neviton Hector Brun, gerente de Produção da Agroceres PIC, para discutir como o melhoramento genético vem impactando produtividade, rentabilidade e competitividade na suinocultura. Segundo Brun, a genética reúne uma característica que a diferencia de outros investimentos dentro da produção: seus ganhos são acumulativos e podem ser incorporados geração após geração.
“A genética eu acredito que seja o investimento com um retorno mais rápido e eficiente dentro do sistema de produção”, afirmou.
O avanço não se limita ao ganho de peso. A seleção genética trabalha simultaneamente características como eficiência reprodutiva, conversão alimentar, rendimento de carcaça e robustez dos animais, criando um efeito acumulativo sobre os resultados técnicos e econômicos.
Um dos conceitos apresentados durante a entrevista ajuda a explicar como esse progresso chega ao campo, o chamado gap genético, ou seja, a diferença entre o material que está sendo trabalhado nos núcleos de melhoramento e aquele efetivamente utilizado nas granjas comerciais.
Quanto menor esse intervalo, mais rapidamente o produtor consegue acessar os ganhos obtidos pelas novas gerações. A Agroceres PIC vem trabalhando para reduzir essa distância por meio da integração do núcleo genético brasileiro à sua rede global de melhoramento. Antes, o intervalo entre o material trabalhado no núcleo e sua utilização comercial podia chegar a cerca de cinco anos.
A adoção da genética líquida permitiu reduzir esse período para aproximadamente três anos. Com a implantação do núcleo Gênesis no Brasil, a empresa trabalha atualmente com uma diferença estimada entre dois e dois anos e meio.
“Nosso esforço sempre é para diminuir esse gap. […] Com a implantação da Gênesis aqui no Brasil, nós conseguimos importar ainda mais esse gap. Então, diria aqui que nós estamos entre dois, dois anos e meio de diferença”, explicou Brun.
A presença de um núcleo genético de grande escala no Brasil também muda a relação da suinocultura nacional com o fornecimento de material genético. Além de aproximar o país da fronteira tecnológica do melhoramento, a estrutura oferece uma camada adicional de segurança para a continuidade do programa genético e do abastecimento dos produtores.
Isso ganha importância especialmente diante de eventuais restrições à importação de material genético. Com uma estrutura nacional, a continuidade do fornecimento deixa de depender exclusivamente da possibilidade de entrada de materiais provenientes de outros países. Para Brun, o impacto ultrapassa os interesses da própria empresa.
A estrutura contribui para tornar a cadeia brasileira mais competitiva ao permitir que o produtor tenha acesso mais rápido às evoluções genéticas desenvolvidas dentro de uma rede global de melhoramento.
Outro avanço destacado na entrevista foi a utilização da genética líquida. O modelo permite ampliar a disseminação dos genes de reprodutores de alto desempenho para diferentes unidades produtivas.
Em vez de depender da movimentação física dos animais, doses de sêmen podem ser distribuídas para diferentes regiões, fazendo com que características genéticas selecionadas sejam incorporadas a um número maior de rebanhos.
“A genética líquida democratizou o melhoramento genético ou o uso dos melhores animais na suinocultura”, destacou o gerente de Produção.
Mas a disseminação genética, por si só, não garante resultado. Para que o potencial de um reprodutor se transforme em desempenho dentro da granja, é necessário que toda a cadeia envolvida no processo funcione de maneira integrada.
A operação exige controle rigoroso de biossegurança, sanidade, qualidade, logística e contingência. A própria produção e distribuição de sêmen precisam seguir padrões capazes de preservar a qualidade desde a origem até a chegada ao cliente. Nesse modelo, a Agroceres PIC trabalha com cinco pilares: genética, biossegurança, qualidade, logística e contingência.
A genética garante a disponibilidade dos melhores animais. A biossegurança protege a saúde dos reprodutores e a segurança sanitária das doses. A qualidade assegura a padronização do produto. A logística determina que o material chegue no local, data e horário necessários. E a contingência cria alternativas para situações adversas, que podem envolver problemas climáticos, estruturais ou sanitários.
“Nós podemos ser o melhor animal do mundo. Mas se não houver biossegurança, não houver sanidade, não houver uma logística robusta, todo esse processo se perde”, ressaltou Brun.
A combinação desses fatores coloca a genética no centro de uma estratégia que vai além do melhoramento dos animais. O objetivo final é ampliar a eficiência de todo o sistema produtivo.
Animais com maior ganho de peso, melhor conversão alimentar, maior eficiência reprodutiva, melhor rendimento de carcaça e maior robustez representam oportunidades de redução de custos e aumento da rentabilidade. É justamente o efeito acumulativo dessas características que transforma o melhoramento genético em uma ferramenta de longo prazo para a competitividade.
Ao reduzir o intervalo entre o desenvolvimento genético e sua aplicação comercial, ampliar o acesso aos melhores reprodutores e estruturar uma operação baseada em biossegurança, qualidade, logística e contingência, a Agroceres PIC aposta em uma equação cada vez mais importante para a suinocultura: fazer com que o avanço genético chegue ao produtor mais rápido e se converta em resultado dentro da granja.
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