FONTE: ABCS
Embora a vacinação seja focada nos bovinos, a doença também afeta os suínos, que se contaminados são reservatórios da doença, podendo apresentar lesões, perdas produtivas, febre e até morte súbita.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) discutiu os impactos da conquista do status de Zona Livre de febre aftosa para a suinocultura durante a 5ª edição do Fórum Estadual da Suinocultura. O evento foi organizado pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) junto com suas afiliadas regionais: Associação dos Suinocultores do Centro Oeste Mineiro (ASSUICOM), Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (ASSUVAP) e Associação dos Suinocultores do Triângulo e Alto Paranaíba (ASTAP), e aconteceu na última terça-feira (29).
A retirada da vacinação contra a febre aftosa, após 60 anos, representa um marco sanitário importante para o Brasil, que já não registra casos da doença em bovinos há quase duas décadas. Embora a vacinação seja focada nos bovinos, a doença também afeta os suínos, que se contaminados são reservatórios da doença, podendo apresentar lesões, perdas produtivas, febre e até morte súbita.
Para falar sobre o tema e debater os desafios de operação no setor de suínos frente ao processo de Zona Livre de Aftosa e a importância da retirada de aftosa para o mercado de suínos em Minas Gerais, o Fórum recebeu o Fiscal Agropecuário e Médico Veterinário do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Natanael Lamas Dias, Coordenador do programa de vigilância da Febre Aftosa, e a Médica Veterinária e Gerente de Serviços Veterinários na Topigs Norsvin, América Latina, Heloiza Irtes, em um painel moderado pelo analista técnico da ABCS e médico veterinário, Bruno de Morais.
Natanael explicou que estamos num momento histórico. “Talvez a mensagem mais importante disso tudo é trazer ao setor produtivo pro lado da fiscalização de forma a nos notificar caso haja uma suspeita de doença vesicular. A eficiência do do país em conseguir essa mudança de status nos abre portas comerciais para exportar para países que remuneram melhor a nossa proteína animal, como é o caso do Japão, Coreia do Sul e Canadá”.
Já Heloiza utilizou essa conquista como um exemplo de como a iniciativa público-privada pode trabalhar juntos em prol dos produtores, e também trouxe a perspectiva dos consumidores, que ganham ainda mais confiança na qualidade do produto, podendo impactar no aumento de consumo.
Para Bruno, a suinocultura possui um papel crucial no cenário agropecuário, especialmente diante da retirada da vacinação contra a febre aftosa em bovinos. Ele destacou que, com a eliminação dessa vacina, os suínos se tornam ainda mais importantes como sentinelas da doença, pois não apenas são amplificadores do vírus, mas também podem apresentar sintomas que afetam a saúde e a produção. “Essa situação requer um cuidado redobrado dos produtores, que devem estar atentos às possíveis consequências dessa mudança e à importância de manter rigorosos padrões de biosseguridade para proteger tanto seus rebanhos quanto a cadeia produtiva como um todo”, concluiu.
Para assistir ao evento completo, acesse: https://www.youtube.com/live/N4kDQG_PJfE?si=E2Vn9YWfyFF5f6lV
FONTE: ABCS
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