O Movimento Vai de Carne Suína encerrou outubro com resultados que demonstram a força da união da cadeia produtiva para estimular o consumo da proteína no mercado brasileiro. Realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), com apoio da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), a iniciativa mobilizou associações estaduais, varejistas, frigoríficos, empresas, produtores, açougueiros e influenciadores, alcançando quase 30 milhões de pessoas e conectando diferentes públicos em torno de um mesmo propósito: ampliar a presença da carne suína na mesa dos brasileiros.
Criado em um cenário de maior disponibilidade da proteína no mercado interno, o movimento surgiu da necessidade de unir esforços para estimular a demanda e fortalecer a percepção de valor da carne suína. Com o conceito “Rende +”, a campanha destacou o sabor, a versatilidade e o custo-benefício da proteína, mostrando ao consumidor que a carne suína rende mais no bolso, no prato e na rotina.
O período da mobilização também foi marcado por uma reação de quase 30% dos preços dos suínos. A análise de mercado da ABCS aponta que essa recuperação ocorreu mesmo diante de uma oferta interna ainda elevada, com indicadores sugerindo um fortalecimento da demanda, iniciado na segunda quinzena de setembro e intensificado ao longo de outubro.
Embora o último trimestre seja tradicionalmente marcado por uma recuperação sazonal do consumo, a comparação com 2025 revela uma diferença importante: enquanto a carcaça suína registrou valorização de aproximadamente 2% entre julho e outubro do ano passado, em 2026 o avanço foi de 16,4%.
Além disso, um dos principais resultados do Vai de Carne Suína foi a capacidade de engajar o varejo. Ao longo de outubro, foram monitorados 132 conteúdos digitais, com participação de 16 perfis do varejo e da indústria. Mais do que compartilhar materiais, as redes incorporaram a campanha às suas ações comerciais e de comunicação. Supermercados como Prezunic, Carrefour, Bretas, Amigão, Avenida, Boa, Dom Olívio, e outras bandeiras do Grupo Plurix, Pão de Açúcar, Swift, Mateus, Pague Menos, Lopes, Ulrich, Big Box e Supermercados BH e outras bandeiras levaram o movimento para lojas físicas e canais digitais, com ofertas, materiais promocionais, ações de degustação, capacitação de equipes e conteúdos próprios.
Os resultados também foram percebidos diretamente pelos varejistas. No Supermercado Amigão, a campanha contribuiu para o cumprimento da meta de vendas da categoria, com crescimento de dois dígitos em vendas e avanço expressivo no volume comercializado. Segundo Lucas Gonçalves, coordenador de Marketing da rede, as ações de comunicação tiveram papel importante nesse desempenho.
“Atingimos a meta de vendas da categoria, com um crescimento de vendas e um grande crescimento de volume. Na mídia, as ações também ajudaram muito, principalmente os influenciadores, com mais de 2 milhões de visualizações nos conteúdos”, destacou.
Quando uma cadeia vira comunidade, a categoria ganha força
O Vai de Carne Suína mostrou a capacidade do setor de se reconhecer como uma comunidade conectada por um objetivo comum. A mobilização ganhou capilaridade com a atuação de entidades como a AGOS e APRAS, que contribuíram para aproximar a campanha dos varejistas em diferentes regiões. Em Minas Gerais, a ASEMG também fortaleceu a iniciativa junto aos produtores, demonstrando a importância das articulações regionais para ampliar o alcance de uma estratégia nacional.
A participação das empresas e frigoríficos também foi fundamental. No Paraná, a TopGen envolveu restaurantes e lanchonetes locais em ações promocionais e sorteios para consumidores. Em Santa Catarina, a Agriness levou o movimento para dentro da empresa, mobilizando seus colaboradores. Já em Goiás, o frigorífico Bonfrigo desenvolveu conteúdos próprios para suas redes sociais, enquanto o produtor Marcelo Albuquerque, em Sergipe, contribuiu para disseminar a campanha e representar quem está na origem da cadeia produtiva.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, “o Movimento deixa como legado uma comunidade mobilizada, que transformou a campanha em ações concretas de comunicação e estímulo ao consumo. A união dos diferentes elos da cadeia demonstra a força de uma atuação coletiva para desenvolver o mercado”, conclui.
Os resultados também reforçam a importância de manter ações coordenadas de estímulo à demanda. Nesse cenário, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) desempenha papel estratégico ao apoiar iniciativas de comunicação e promoção da proteína. Fortalecer o fundo, com maior participação de produtores e empresas, significa ampliar os recursos para novas campanhas e manter a carne suína presente na decisão de compra dos brasileiros. O Vai de Carne Suína mostrou que, quando uma cadeia se transforma em comunidade, os esforços ganham força e criam novas oportunidades para todo o setor.
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