20 jul 2020

Nova norma do MAPA coloca em risco o diferencial sanitário de Santa Catarina

Uma nova instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicada na última quarta-feira (15) no Diário Oficial da União deixou o agronegócio em Santa Catarina apreensivo. Ela autoriza a entrada de bovinos vivos vacinados contra aftosa no estado, o que é proibido pelas normas da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) para […]

Nova norma do MAPA coloca em risco o diferencial sanitário de Santa Catarina

Uma nova instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicada na última quarta-feira (15) no Diário Oficial da União deixou o agronegócio em Santa Catarina apreensivo. Ela autoriza a entrada de bovinos vivos vacinados contra aftosa no estado, o que é proibido pelas normas da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) para áreas livres de aftosa sem vacinação, como é o status sanitário catarinense. Se a decisão não for revertida, SC corre o risco de perder mercados internacionais importantes de carne suína, especialmente o Japão, Coreia do Sul e EUA, conquistados após esforço de mais de 15 anos.

O objetivo do ministério, com a IN número 48, é regular diretrizes gerais sobre febre aftosa para atender as necessidades do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa, no âmbito do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), que visa uma adequação às normas da OIE.

Porém, entre as mudanças adotadas na instrução está a permissão de ingresso de animais vacinados contra aftosa, com objetivo de abate e exportação em zonas sem vacinação, que no Brasil é o caso único de Santa Catarina. E a norma permite também que animal vivo que sai de SC para uma exposição e ou vá até uma central de inseminação localizadas em área com vacinação, pode voltar ao Estado posteriormente.

Essas normas contrariam o que SC segue desde maio de 2007, quando conquistou o certificado de área livre de aftosa sem vacinação da OIE. Desde aquele ano, o estado tem barreiras sanitárias para impedir o transito de animais vivos.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, afirma que essas mudanças de normas preocupam o setor porque podem colocar em risco o mercado internacional duramente conquistado pelo estado ao longo do tempo. Na avaliação dele, os prejuízos podem ser grandes ao Estado, que tem no agronegócio o setor com melhor desempenho durante a pandemia.

Foi graças a esse status diferenciado que a carne suína se tornou o produto de maior geração de valor da agropecuária catarinense e, no último mês, também garantiu o maior faturamento nas exportações, US$ 90,3 milhões, à frente da carne de frango, que faturou lá fora US$ 84,2 milhões.

Pedrozo levou o problema para o secretário de Estado da Agricultura, Ricardo Gouvêa. Eles pretendem conversar com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para que seja encontrada solução que não prejudique o status sanitário catarinense.

É um problema que envolve não só SC, mas o agronegócio brasileiro porque as grandes agroindústrias do país, especialmente a BRF, dona da Sadia e Perdigão, e a JBS, dona da Seara, investiram alto na produção de suínos no estado em função desse diferencial sanitário.

Fonte: NSC Total


Relacionado com Legislação
país:1950

REVISTA SUÍNO BRASIL

Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura

EDIÇÃO suínoBrasil 4º TRI 2025
Eco Animal Health reforça presença no Brasil e destaca a relevância do Aivlosin® na suinocultura moderna

Eco Animal Health reforça presença no Brasil e destaca a relevância do Aivlosin® na suinocultura moderna

Gestão do microclima na maternidade suína: equilíbrio térmico entre porcas e leitões

Gestão do microclima na maternidade suína: equilíbrio térmico entre porcas e leitões

Cristiano Marcio Alves de Souza Filipe Bittencourt Machado de Souza Jéssica Mansur S. Crusoé Leonardo França da Silva Victor Crespo de Oliveira
DanBred Brasil realiza primeira edição do GPS: Grandes Parceiros da Suinocultura

DanBred Brasil realiza primeira edição do GPS: Grandes Parceiros da Suinocultura

Parto prolongado, sobrevivência comprometida: evidências do impacto da cinética do parto sobre a asfixia neonatal

Parto prolongado, sobrevivência comprometida: evidências do impacto da cinética do parto sobre a asfixia neonatal

Bruno Bracco Donatelli Muro César Augusto Pospissil Garbossa Erich Herzogenrath Cavaca Inácio Matheus Saliba Monteiro Rafaella Fernandes Carnevale Roberta Yukari Hoshino
Sanidade animal não é sobre doença. É sobre ambiente, pessoas e sabedoria

Sanidade animal não é sobre doença. É sobre ambiente, pessoas e sabedoria

Luiz Felipe Caron
Impacto do uso de antibióticos em leitões após o nascimento

Impacto do uso de antibióticos em leitões após o nascimento

Renato Philomeno
Balanço preliminar da suinocultura brasileira em 2025

Balanço preliminar da suinocultura brasileira em 2025

Iuri Pinheiro Machado
Piglet Protector: Solução inovadora para vitalidade e desempenho de leitões recém-nascidos

Piglet Protector: Solução inovadora para vitalidade e desempenho de leitões recém-nascidos

Equipe Técnica Biochem Brasil
Programa nutricional para leitões recém-desmamados: redução proteica com suplementação de aminoácidos

Programa nutricional para leitões recém-desmamados: redução proteica com suplementação de aminoácidos

Allan Paul Schinckel Amoracyr José Costa Nuñez Kallita L. S. Cardoso Mariana Garcia de Lacerda Vivian Vezzoni de Almeida
Impactos de diarreia neonatal na produção de suínos

Impactos de diarreia neonatal na produção de suínos

Jessica Carolina Reis Barbosa Roberto Maurício Carvalho Guedes
Aditivo Improver® como alternativa natural a antimicrobianos melhoradores de desempenho em leitões desmamados

Aditivo Improver® como alternativa natural a antimicrobianos melhoradores de desempenho em leitões desmamados

Gefferson Almeida da Silva José Paulo Hiroji Sato Jovan Sabadin Viviana Molnár-Nagy
Do registro às quarentenas: cinco decisões que moldaram a suinocultura gaúcha

Do registro às quarentenas: cinco decisões que moldaram a suinocultura gaúcha

Priscila Beck
Consumo de carne suína avança 45% e se aproxima de 20 kg per capita. SNDS aponta próximos passos

Consumo de carne suína avança 45% e se aproxima de 20 kg per capita. SNDS aponta próximos passos

Priscila Beck
Quando a tosse custa caro: por que manter a granja livre de Mycoplasma faz diferença?

Quando a tosse custa caro: por que manter a granja livre de Mycoplasma faz diferença?

Cândida Azevedo

JUNTE-SE À NOSSA COMUNIDADE SUÍNA

Acesso aos artigos em PDF
Informe-se com nossas newsletters
Receba a revista gratuitamente na versão digital

DESCUBRA
AgriFM - Los podcast del sector ganadero en español
agriCalendar - El calendario de eventos del mundo agroganaderoagriCalendar
agrinewsCampus - Cursos de formación para el sector de la ganadería