
A equipe técnica da Pasta apresentou os primeiros resultados do projeto piloto de vacinação contra Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas. Clique aqui, para acessar os dados apresentados pelo MAPA.

A equipe política da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) participou, na última terça-feira (29), da segunda reunião online da Câmara Setorial de Aves e Suínos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), de 2021. Na oportunidade, a equipe técnica da Pasta apresentou os primeiros resultados do projeto piloto de vacinação contra Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas. O piloto de Alagoas faz parte do Plano Estratégico Brasil Livre de PSC, criado através de uma importante parceria público-privada entre o Serviço Veterinário Oficial (MAPA e ADEAL) e dentre as instituições que tem atuado representando o setor privado no programa de vacinação em Alagoas está a ABCS, a ABPA, a CNA/SENAR, o IICA e a Zoetis.

Iniciada no dia 11 de junho, a campanha já vacinou mais de 40 mil suínos, totalizando quase 2 mil propriedades visitadas pelas equipes de vacinadores. O chefe da Divisão de Sanidade dos Suídeos do Departamento de Saúde Animal (DSA) do MAPA, Guilherme Takeda explicou que na prática foram encontradas algumas dificuldades pelas equipes de vacinadores contratados pela iniciativa privada em chegar até os suínos, já que os cadastros da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (ADEAL) não estão totalmente atualizados, e isso implica em uma maior demora na conclusão da campanha em um menor espaço de tempo. No entanto, as equipes de vacinadores têm acessado um grande número de propriedades e atualizado os seus respectivos cadastros junto ao Serviço Veterinário Oficial (SVO), o que repercute muito positivamente para o programa. Por outro lado, Takeda reforçou que a vacinação está sendo essencial para importantes ações de educação sanitária e também identificar casos suspeitos e a rápida atuação do SVO em conjunto.

Primeiros resultados do projeto piloto de vacinação contra Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas.
O envolvimento e empenho do Serviço Veterinário Oficial (MAPA e ADEAL) e da iniciativa privada foram essenciais para o acontecimento da campanha. Desde de o treinamento das equipes de vacinadores (contratados com recursos financeiros da ABCS e suas afiliadas, ABPA e suas associadas, por intermediação do IICA), desenvolvimento de material publicitário e o jingle que toca nas rádios locais enfatizando a importância de vacinar (elaboração do material CNA/SENAR), tudo foi extremamente pensado e alinhado, explica a diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke.
Completando a fala da diretora o presidente da Câmara Setorial, Ricardo Santin agradeceu todo o empenho do MAPA e o cuidado com dos servidores com o tema. “Fizemos os treinamentos de forma online e ao todo foram 120 profissionais capacitados, e deste, 54 vacinadores que estão em campo vacinando. Além disso a imprensa local fez várias notícias sobre a vacinação contra PSC, mas as propagandas nas rádios e esse trabalho como um todo tem um único objetivo – resguardar o rebanho suinícola nacional, pois com a vacinação estamos quebrando o ciclo da doença”.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a erradicação e combate da PSC na Zona não Livre (ZnL), partindo de Alagoas é umas das prioridades do sistema ABCS neste ano.
“Ser uma das protagonistas nesse projeto junto com outras entidades é sem dúvida uma grande conquista para os produtores de suínos”. Lopes reforçou ainda que a continuidade da vacinação nos outros estados da ZnL é primordial para erradicar a doença.
Além da PSC outro tema tratado com prioridade na Câmara foi sobre o aumento de 22,9% das exportações de carne suína, no período de janeiro a maio deste ano comparado com o de 2019. Os dados foram apresentados pela equipe técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também participou da agenda e na oportunidade apresentou o Sistema de Notificação de Vendas Externas, no qual visa fornecer estatísticas, de forma sistemática, sobre as vendas para a exportação das principais commodities agrícolas exportadas pelo Brasil. De acordo com o presidente da Câmara, Ricardo Santin, fazer o monitoramento é importante para apaziguar as especulações, pois elas podem atrapalhar as negociações, e isso impacta diretamente no preço pago pelo grão.
A pauta da Câmara trouxe também temas como a necessidade de maior empoderamento do VIGIAGRO no controle dos aeroportos e portos, e a discussão sobre a revisão da IN 11/2007, que define os padrões oficiais de classificação, com requisitos de identidade e qualidade da soja brasileira.
Fonte: Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, ABCS.
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