IBGE aponta mais de 160 mil suínos no ES em 2025
PPM registrou cerca de 44 milhões de suínos no Brasil, enquanto dados estaduais citados pela ASES indicam mais de 350 mil animais.

IBGE aponta mais de 160 mil suínos no ES em 2025
O Espírito Santo registrou um efetivo superior a 160 mil suínos em 2025, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 30 de setembro. O número, porém, difere da estimativa apresentada pela Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES), que aponta um volume superior a 350 mil animais com base nos registros estaduais de abate.
A diferença evidencia a importância de considerar a metodologia e a natureza dos indicadores utilizados para dimensionar a suinocultura. Enquanto a PPM apresenta dados sobre o efetivo animal, os registros de abate contabilizam animais abatidos em determinado período, não sendo medidas diretamente equivalentes.
Em âmbito nacional, o Brasil contabilizou aproximadamente 44 milhões de suínos em 2025, mantendo relativa estabilidade em relação ao ano anterior. O número de matrizes também permaneceu próximo de 5 milhões de animais, conforme os dados do IBGE.
Nélio Hand, diretor executivo da ASES e da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES), afirma que os dados utilizados pela entidade indicam um volume superior ao apresentado pela pesquisa do IBGE.
“Dados apurados a partir dos volumes abatidos registrados junto ao órgão estadual competente mostram que a produção foi maior que 350 mil animais”, afirma.
Para interpretar essa diferença, é necessário distinguir o rebanho existente em determinado período do fluxo de animais destinados ao abate. Também é importante verificar a abrangência territorial e os critérios de contabilização de cada base, especialmente quando os dados são utilizados para avaliar o tamanho da atividade em nível estadual.
Entre os desafios apontados para a produção capixaba estão os custos de alimentação, as despesas logísticas, as oscilações de preços e a manutenção da sanidade dos plantéis.
O milho e o farelo de soja, principais ingredientes das rações utilizadas na suinocultura, têm participação relevante nos custos de produção. No Espírito Santo, a dependência do abastecimento de milho proveniente de outras regiões produtoras acrescenta a variável logística à formação do custo da alimentação.
A combinação entre preços dos insumos, frete e remuneração dos animais influencia as margens dos produtores. Nesse cenário, o acompanhamento do mercado e o controle dos custos são importantes para a gestão da atividade.
“O principal desafio hoje é manter a competitividade da produção diante de custos que podem oscilar bastante e de um mercado que nem sempre acompanha essa variação”, observa Hand.
A prevenção de doenças também permanece entre as prioridades da suinocultura. A proteção dos plantéis depende da adoção de protocolos de biosseguridade, controle de acesso às granjas, higienização, monitoramento sanitário e capacitação das equipes.
A vigilância deve considerar tanto as ameaças sanitárias presentes no país quanto os riscos associados à circulação de agentes infecciosos em outras regiões do mundo. A adoção consistente de medidas preventivas contribui para proteger os animais e reduzir os riscos à produção.
Diante desse cenário, a competitividade da suinocultura capixaba depende da eficiência produtiva, do controle dos custos e da manutenção de condições sanitárias adequadas. A interpretação dos indicadores oficiais e setoriais, por sua vez, exige atenção às diferenças entre efetivo animal, produção e abate.
Fonte: ASES, com adpatações da redação da suínoBrasil.
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