Mercado dá sinais de recuperação e suíno vivo avança
Primeira alta desde o Dia das Mães reflete maior procura da indústria por animais para abate, especialmente no Sul do Brasil. Apesar da recuperação do suíno vivo, os reajustes ainda não chegaram ao mercado da carne.

Mercado dá sinais de recuperação e suíno vivo avança
Após um período prolongado de pressão sobre os preços, o mercado brasileiro de suínos apresentou sinais de reação nesta semana. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), do dia de hoje 18/06, as cotações do suíno vivo avançaram em algumas das principais praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, movimento impulsionado pelo fortalecimento da demanda, especialmente na Região Sul, trata-se da primeira alta observada desde o período do Dia das Mães, em 10 de maio.
A recuperação ocorre após um cenário de forte desvalorização registrado ao longo de maio, segundo o Boletim do Suíno (Cepea – maio/ 2026), quando os preços do suíno vivo e da carne suína recuaram pelo terceiro mês consecutivo, refletindo a fraqueza das demandas interna e externa. Na praça SP-5, referência do Cepea, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 5,40/kg no mês passado. No atacado, a carcaça especial suína foi negociada a R$ 8,66/kg em maio, com retração de 3,9% frente a abril.
Apesar da melhora observada no mercado do animal vivo nesta semana, os pesquisadores do Cepea destacam que o movimento ainda não se refletiu na carne suína. Assim, o setor segue atento à evolução do consumo doméstico e à capacidade de a indústria repassar os reajustes ao longo da cadeia. O cenário indica uma possível recomposição dos preços ao produtor, mas a consolidação dessa recuperação dependerá do fortalecimento da demanda nos próximos dias.
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