
Este artigo traz resultados importantes da utilização do Unike® Plus para evitar e/ou minimizar as perdas de desempenho e distúrbios metabólicos provocados pela presença de micotoxinas na dieta de suínos.

Manejo de micotoxinas: Como reduzir impactos no desempenho e o estresse oxidativo

As mesmas se desenvolvem nos alimentos quando encontram condições favoráveis (Hussein e Brasel, 2001).

Entre as principais micotoxinas podemos citar que a Aflatoxina (AFLA), Deoxinivalenol (DON), Fumonisina (FUM), Ocratoxina (OCH) e Zearalenona (ZEA) tem uma maior frequência de observação (Araújo e Takishita, 2007).
AFLATOXINAS

A ingestão de AFLA por animais pode resultar em muitos problemas, incluindo taxas de crescimento diminuídas, danos no fígado e supressão imunológica. A redução na imunidade pode resultar em uma maior suscetibilidade a doenças infecciosas, como coccidiose, salmonelose e candidíase (CAST, 2003).
A AFLA é conhecida pela atividade hepatotóxica e carcinogênica (Araújo e Takishita, 2007).

Eraslan et al. (2005) encontraram níveis alterados nos eritrócitos de frangos de corte de malondialdeído (MDA) e das enzimas superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GSH-Px), que são indicadores dos processos de oxidação celular.
DEOXINIVALENOL
A DON, ou vomitoxina, conhecida por seu efeito de provocar refluxo (Dawson et al., 2000), faz parte de um grupo de micotoxinas chamado Tricotecenos e é produzido fungos da família Fusarium, incluindo F. graminearum e F. culmorum (Hussein e Brasel, 2001).

FUMONISINAS

pelo fungo (Santurio, 2000).
Nos suínos, os sinais clínicos de toxicose incluem:

ZEARALENONA


MICOTOXINAS E O ESTRESSE OXIDATIVO
Micotoxinas podem gerar radicais livres, reduzindo a proteção antioxidante e causando peroxidação de lipídios e danos em outras moléculas como proteínas e DNA. (Dvorska e Surai, 2011).

Não está claro se as micotoxicoses estimulam a peroxidação lipídica diretamente, pelo aumento da produção de radicais livres, ou se a maior suscetibilidade tecidual à peroxidação lipídica é resultado da redução da proteção antioxidante.
É provável que ambos os processos estejam envolvidos.

Ocratoxina A, toxina T-2, fumonisinas e aflatoxinas apresentam propriedades pró-oxidantes. Existem dados recentes que indicam também propriedades pró-oxidantes da zearalenona e citrina.


Por exemplo, os níveis sanguíneos de α-tocoferol, γ-tocoferol, carotenoides e ácido ascórbico diminuem significativamente como resultado de micotoxicoses (Dvorska e Surai, 2011).

AVALIANDO A EFICÁCIA DE UM INATIVADOR DE MICOTOXINAS
Devido à grande ocorrência destas toxinas, diversas estratégias têm sido estudadas para reduzir seus efeitos deletérios.


MATERIAIS E MÉTODOS


O estudo consistiu em cinco tratamentos dietéticos e seis repetições por tratamento. Os tratamentos foram:
As dietas foram formuladas de acordo com o estágio de crescimento dos animais:

RESULTADOS
Ao desmame, os leitões tinham em média 24 dias de idade. O peso médio do leitão nas baias no início não foi influenciado (P> 0,10) pelos tratamentos (7,1 kg em média; Tabela 1).

Tabela 1. Efeito do uso de Unike® Plus no desempenho de leitões recebendo dietas contendo micotoxinas purificadas na fase geral de creche (24-67 d). (Manejo de micotoxinas: Como reduzir impactos no desempenho e o estresse oxidativo)
Os dados de desempenho coletados durante o experimento e apresentados na tabela 1 mostram que o peso médio final (PF) do leitão foi influenciado (P = 0,0001) pelos tratamentos.

Os tratamentos influenciaram estatisticamente o ganho médio diário (GPD) e o ganho total (GP) durante a fase de creche (P=0,0001). Os leitões do grupo sem Unike® Plus apresentaram taxas de crescimento reduzidas (400 e 267 vs. 418 e 284 g/d; respectivamente baixo e alto desafio).



Tabela 2. Efeito do uso de Unike® Plus sobre os indicadores de estresse oxidativo em leitões recebendo dietas contendo micotoxinas purificadas na fase geral de creche (24-67 d). (Manejo de micotoxinas: Como reduzir impactos no desempenho e o estresse oxidativo)
Indicadores de estresse oxidativo (parâmetros sanguíneos): Superóxido dismutase (SOD), Glutationa peroxidase (GPx), malondialdeído (MDA), Vitamina C (Vit.C), Vitamina E (Vit.E) e Vitamina A (Vit. A).
A atividade da glutationa peroxidase foi influenciada (P = 0,0326) pelos tratamentos; 197 vs. 178 vs. 187 vs. 139 vs. 219 U/mg de proteína; respectivamente para T1, T2, T3, T4 e T5.

Da mesma forma, os níveis de vitamina C (ácido ascórbico), também onde não foram significativamente diferentes, mas os tratamentos mostraram diferenças numéricas; 48,56, 33,20, 37,98, 24,59 e 43,28 μMol / L de vitamina C; respectivamente para T1, T2, T3, T4 e T5.
Os diferentes níveis de desafio e inclusão do inativador de micotoxinas influenciaram visualmente os leitões, que apresentaram taxa de crescimento reduzida ou preservada (foto 1).

Foto 1. Diferença visual na taxa de crescimento dos leitões. (Manejo de micotoxinas: Como reduzir impactos no desempenho e o estresse oxidativo)
As lesões de edema de vulva provocadas por Zearalalenona em fêmeas foram evidenciadas também em diferentes graus (foto 2).

Foto 2. Lesões de edema de vulva provocadas por Zearalalenona em fêmeas. (Manejo de micotoxinas: Como reduzir impactos no desempenho e o estresse oxidativo)
CONCLUSÕES
As micotoxinas influenciam diretamente o desempenho e o bem-estar dos animais. Elas também influenciam o sistema imunológico resultando em maior vulnerabilidade a infecções com impacto econômico negativo.


REFERÊNCIAS:
Para ter acesso às referências ou a mais detalhes do experimento descrito neste artigo, entre em contato com a equipe Adisseo.
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