Estresse pode comprometer qualidade e rendimento da carne
Embarque, transporte e desembarque conduzidos de forma adequada promovem o bem-estar animal, reduzem alterações no produto e preservam o valor gerado ao longo da cadeia

O manejo realizado nas horas que antecedem o abate tem impacto direto sobre o bem-estar dos suínos, a qualidade da carne e o resultado econômico de produtores e frigoríficos. Cuidados durante o embarque, o transporte, a espera e o desembarque ajudam a reduzir quedas, escorregões, brigas, hematomas, contusões e fraturas, ocorrências que podem levar ao descarte parcial ou total de carcaças e cortes.
A etapa pré-abate é considerada crítica porque reúne fatores capazes de elevar o estresse dos animais, como condução inadequada, esforço físico excessivo, densidade incorreta durante o transporte, desconforto térmico, longos períodos de espera e uso inadequado de instrumentos de manejo. A adoção de instalações apropriadas, planejamento operacional e condução tranquila favorece a chegada dos suínos ao frigorífico em melhores condições.
“O bem-estar animal precisa ser compreendido como parte da eficiência da cadeia produtiva. Quando o manejo é planejado e executado de forma adequada, protegemos os animais, aumentamos a segurança dos colaboradores, preservamos a qualidade da carne e reduzimos perdas que afetam o produtor e a indústria”, afirma Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal na MSD Saúde Animal.
Estresse pode comprometer qualidade e rendimento da carne
O estresse intenso imediatamente antes do abate interfere no metabolismo muscular e pode alterar características importantes da carne suína, como pH, cor, capacidade de retenção de água e estabilidade do produto. Entre as consequências possíveis está a ocorrência de carne PSE, associada à palidez, à textura inadequada e à maior perda de líquidos.
Para o produtor, os impactos podem aparecer na perda de peso, na mortalidade durante o transporte e nas lesões, o que impactam a rentabilidade do negócio. Para a indústria, o efeito está relacionado ao menor aproveitamento de carcaças e cortes, às perdas de água e às desclassificações, o que também reduz o rendimento dos produtos.
Bem-Estar Único integra animais, pessoas e ambiente
A abordagem de Bem-Estar Único amplia a análise do manejo pré-abate ao considerar a relação entre saúde e bem-estar animal, segurança dos trabalhadores e condições ambientais. A integração entre instalações, equipamentos, processos e capacitação cria um fluxo operacional mais seguro e eficiente.
Entre as práticas recomendadas estão planejamento do embarque e redução de tempos desnecessários; condução de grupos em tamanho adequado; controle da pressão e da velocidade durante o manejo; uso correto dos equipamentos, com redução de intervenções aversivas; pisos e estruturas que minimizem escorregões e quedas; separação ou organização adequada dos lotes; atenção às condições de temperatura e ventilação; transporte com densidade compatível e condições apropriadas; procedimentos seguros de insensibilização e sangria; monitoramento de indicadores; e reciclagem periódica das equipes.
Filipe ressalta que a capacitação contínua de manejadores e motoristas é um dos fatores decisivos para transformar protocolos em resultados. Profissionais treinados compreendem o comportamento dos suínos, reconhecem sinais de estresse, identificam situações de risco e tomam decisões mais seguras durante o processo.
“Treinamento precisa fazer parte de uma cultura permanente de melhoria. Quando as equipes entendem a razão de cada procedimento, conseguem antecipar riscos e conduzir os animais com mais segurança. Esse cuidado se reflete no bem-estar, na proteção dos trabalhadores, na qualidade da carne e na rentabilidade da cadeia”, complementa o especialista.
Ao reduzir tempos improdutivos, melhorar as condições de transporte e descanso e assegurar uma condução tranquila, a cadeia preserva o valor construído durante o ciclo produtivo.
“Pequenas melhorias de rendimento, quando multiplicadas pelo volume de animais processados, podem gerar resultados econômicos relevantes para produtores e frigoríficos”, destaca Filipe.
Sobre a MSD Saúde Animal
A MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA, é uma unidade de negócios global de saúde animal comprometida com a Ciência para Animais mais Saudáveis. Por mais de 130 anos, temos sido pioneiros em ciência inovadora. Somos movidos pela inovação contínua para desenvolver medicamentos, vacinas e tecnologias revolucionárias. Com a experiência direta na fazenda e na clínica, atuamos lado a lado com nossos clientes em cada etapa do caminho. O foco é capacitar aqueles que cuidam dos animais, ajudando-os a gerenciar sua responsabilidade vital com confiança.
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