
Sindirações divulga o resultado do primeiro semestre do setor de Alimentação Animal
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) divulgou os dados do primeiro semestre de 2021, com produção estimada de 39 milhões de toneladas e crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2020. A indústria brasileira de alimentação animal manteve o desempenho, apesar dos desafios impostos pelo efeito dos fatores climáticos extremos (estiagem […]

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) divulgou os dados do primeiro semestre de 2021, com produção estimada de 39 milhões de toneladas e crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2020. A indústria brasileira de alimentação animal manteve o desempenho, apesar dos desafios impostos pelo efeito dos fatores climáticos extremos (estiagem e geadas), pela alta do Dólar no ambiente doméstico e o alto preço do milho e da soja.
Sindirações divulga o resultado do primeiro semestre do setor de Alimentação Animal

Houve uma tentativa de alívio nos preços com a Resolução Normativa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança/CTNBio, que autorizou a importação de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos, desde que seja mais barato daquele colhido internamente. A iniciativa ainda não surtiu efeito na prática, e o setor continua demandando desoneração dos impostos ainda incidentes no desembaraço aduaneiro e no transporte/comercialização do cereal.


Essa ajustadíssima contabilidade para abastecimento, turbinou a escalada dos preços e culminou em abril na publicação pelo Comitê Executivo de Gestão/GECEX da Câmara de Comércio Exterior/CAMEX da Resolução 189, ato que zerou novamente e até o final do ano corrente, as tarifas de importação do milho e da soja, farelo e óleo, oriundos de fora do Mercosul. A decisão atendeu à recomendação do próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/MAPA, que inclusive, vem abonando outro peticionamento do setor privado, voltado à desoneração temporária do PIS e da COFINS na comercialização do milho que abasteceria a pecuária local exclusivamente.
Publicada ainda em julho, a Resolução Normativa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança/CTNBio autorizou a importação de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos, muito embora, ainda não tenha contribuído para aliviar os avicultores e suinocultores independentes, produtores de leite, confinadores, etc., que verbalizam estar “pagando para trabalhar”.
Do mesmo modo, as associações e entidades representativas tem convergido diligentemente aos projetos da Embrapa para otimização da cultura dos cereais de inverno (trigo, triticale, cevada, aveia) que podem alternativamente substituir boa parte do milho, muito embora, as lavouras concentradas regionalmente e suas respectivas capacidades quantitativas, possam desafiar a viabilidade operacional da operação que vai requerer investimentos em logística e estrutura para recepção, segregação e controle físico desses insumos adicionais nas fábricas.
Apesar dos esforços voltados às soluções de impacto imediato, revela-se compulsório exortar as interfaces públicas e privadas em relação aos desafios de médio e longo prazo, tais como a revisão profunda do modal de transporte, predominantemente rodoviário, que deverá incluir melhores perspectivas e alternativas profissionais para os caminhoneiros. Outro gargalo preocupante reside na capacidade estática de armazenamento, inferior à produção de grãos, e que segue cada vez mais distante da ideal. Nesse ano corrente, o déficit deverá superar 30%, ou seja, dos potenciais 254 milhões de toneladas produzidas poderão ser armazenados 174 milhões.
A agricultura continua avançando e acumulando recordes na receita apurada (firmada nas cotações internacionais) e na quantidade exportada (garantida pela forte demanda externa). O preço do farelo de soja subiu quase 40% e do milho quase dobrou nos últimos doze meses (ano passado custava R$ 1761,00/tonelada e R$ 50,00/saca 60kg, e em junho/21 R$ 2422,00/tonelada e R$ 97,00/saca 60kg, respectivamente) e a influência desses ajustes no custo da ração para frangos e suínos beirou 75%.
A pecuária, por sua vez, principalmente daqueles que comercializam total ou majoritariamente no mercado local, segue pressionada por esses custos proibitivos dos insumos (milho, farelo de soja e aditivos importados) e impedida de repassar integralmente esse ônus aos preços da proteína animal (carnes, leite e ovos) que nutre os depauperados consumidores locais.
Apesar dos tantos desafios impostos, a indústria brasileira de alimentação animal mantém firme seu compromisso de abastecer suficientemente, produzir mais com menos, garantir a resiliência e a produtividade e otimizar os recursos ambientais, justificando assim, sua essencial contribuição na solução de uma cadeia produtiva de proteína animal cada vez mais sustentável.
A exportação de carne suína apurada durante o primeiro semestre avançou mais de 17%, quando comparada ao mesmo período do ano passado. O montante que alimentou o exterior somado àquele consumido domesticamente incrementou o volume de abates e determinou a produção de 9 milhões de toneladas de rações para suínos. A incipiente recomposição do rebanho e a detecção de novos surtos da peste suína em diferentes regiões no primeiro semestre, assegura a China como destino protagonista e que continuará contribuindo decisivamente na superação de embarques totais superiores à um milhão de toneladas.

ABATE DE SUÍNOS (milhões cabeças/Federal/Estadual)
Fonte: Assessoria de imprensa.
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