24 ago 2021

Sindirações divulga o resultado do primeiro semestre do setor de Alimentação Animal

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) divulgou os dados do primeiro semestre de 2021, com produção estimada de 39 milhões de toneladas e crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2020.  A indústria brasileira de alimentação animal manteve o desempenho, apesar dos desafios impostos pelo efeito dos fatores climáticos extremos (estiagem […]

Sindirações divulga o resultado do primeiro semestre do setor de Alimentação Animal

Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) divulgou os dados do primeiro semestre de 2021, com produção estimada de 39 milhões de toneladas e crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2020.  A indústria brasileira de alimentação animal manteve o desempenho, apesar dos desafios impostos pelo efeito dos fatores climáticos extremos (estiagem e geadas), pela alta do Dólar no ambiente doméstico e o alto preço do milho e da soja.

Sindirações divulga o resultado do primeiro semestre do setor de Alimentação Animal

Sindirações divulga o resultado do primeiro semestre do setor de Alimentação Animal

 

Houve uma tentativa de alívio nos preços com a Resolução Normativa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança/CTNBio, que autorizou a importação de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos, desde que seja mais barato daquele colhido internamente. A iniciativa ainda não surtiu efeito na prática, e o setor continua demandando desoneração dos impostos ainda incidentes no desembaraço aduaneiro e no transporte/comercialização do cereal.

Setor atendeu ao avanço da cadeia produtiva de proteína animal apesar do alto custo dos grãos

A CONAB estima montante de milho (estoque de passagem de mais de 11 milhões de toneladas do período anterior + produção de aproximadamente 87 milhões de toneladas pelas três safras desse ciclo) para atendimento das necessidades internas em curso (demanda de 55 milhões de toneladas para as cadeias produtivas alimentar animal e energética e outros 12 milhões de toneladas destinadas à indústria, auto consumo, sementes e perdas dentro da porteira e no transporte).

 

O efeito dos fatores climáticos extremos (estiagem e geadas) abateu a produtividade das lavouras e resultaram saldo aritmético de mais de 30 milhões de toneladas disponíveis para exportação, e deve inclusive determinar a importação de ao menos 2,5 milhões de toneladas do cereal.

Essa ajustadíssima contabilidade para abastecimento, turbinou a escalada dos preços e culminou em abril na publicação pelo Comitê Executivo de Gestão/GECEX da Câmara de Comércio Exterior/CAMEX da Resolução 189, ato que zerou novamente e até o final do ano corrente, as tarifas de importação do milho e da soja, farelo e óleo, oriundos de fora do Mercosul. A decisão atendeu à recomendação do próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/MAPA, que inclusive, vem abonando outro peticionamento do setor privado, voltado à desoneração temporária do PIS e da COFINS na comercialização do milho que abasteceria a pecuária local exclusivamente.

Publicada ainda em julho, a Resolução Normativa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança/CTNBio autorizou a importação de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos, muito embora, ainda não tenha contribuído para aliviar os avicultores e suinocultores independentes, produtores de leite, confinadores, etc., que verbalizam estar “pagando para trabalhar.

Do mesmo modo, as associações e entidades representativas tem convergido diligentemente aos projetos da Embrapa para otimização da cultura dos cereais de inverno (trigo, triticale, cevada, aveia) que podem alternativamente substituir boa parte do milho, muito embora, as lavouras concentradas regionalmente e suas respectivas capacidades quantitativas, possam desafiar a viabilidade operacional da operação que vai requerer investimentos em logística e estrutura para recepção, segregação e controle físico desses insumos adicionais nas fábricas.

Apesar dos esforços voltados às soluções de impacto imediato, revela-se compulsório exortar as interfaces públicas e privadas em relação aos desafios de médio e longo prazo, tais como a revisão profunda do modal de transporte, predominantemente rodoviário, que deverá incluir melhores perspectivas e alternativas profissionais para os caminhoneiros. Outro gargalo preocupante reside na capacidade estática de armazenamento, inferior à produção de grãos, e que segue cada vez mais distante da ideal. Nesse ano corrente, o déficit deverá superar 30%, ou seja, dos potenciais 254 milhões de toneladas produzidas poderão ser armazenados 174 milhões.

A agricultura continua avançando e acumulando recordes na receita apurada (firmada nas cotações internacionais) e na quantidade exportada (garantida pela forte demanda externa). O preço do farelo de soja subiu quase 40% e do milho quase dobrou nos últimos doze meses (ano passado custava R$ 1761,00/tonelada e R$ 50,00/saca 60kg, e em junho/21 R$ 2422,00/tonelada e R$ 97,00/saca 60kg, respectivamente) e a influência desses ajustes no custo da ração para frangos e suínos beirou 75%.

A pecuária, por sua vez, principalmente daqueles que comercializam total ou majoritariamente no mercado local, segue pressionada por esses custos proibitivos dos insumos (milho, farelo de soja e aditivos importados) e impedida de repassar integralmente esse ônus aos preços da proteína animal (carnes, leite e ovos) que nutre os depauperados consumidores locais.

Apesar dos tantos desafios impostos, a indústria brasileira de alimentação animal mantém firme seu compromisso de abastecer suficientemente, produzir mais com menos, garantir a resiliência e a produtividade e otimizar os recursos ambientais, justificando assim, sua essencial contribuição na solução de uma cadeia produtiva de proteína animal cada vez mais sustentável.

Mercado de suínos 1º semestre 2021

A exportação de carne suína apurada durante o primeiro semestre avançou mais de 17%, quando comparada ao mesmo período do ano passado. O montante que alimentou o exterior somado àquele consumido domesticamente incrementou o volume de abates e determinou a produção de 9 milhões de toneladas de rações para suínos. A incipiente recomposição do rebanho e a detecção de novos surtos da peste suína em diferentes regiões no primeiro semestre, assegura a China como destino protagonista e que continuará contribuindo decisivamente na superação de embarques totais superiores à um milhão de toneladas.

ABATE DE SUÍNOS (milhões cabeças/Federal/Estadual)

 

Fonte: Assessoria de imprensa.

Relacionado com Mercado
Sectoriales sobre Mercado

REVISTA SUÍNO BRASIL

Inscreva-se agora para a revista técnica de suinocultura

EDIÇÃO suínoBrasil 2º TRI 2026
Menos antibióticos, mais prevenção: o caminho que a suinocultura brasileira ainda precisa percorrer

Menos antibióticos, mais prevenção: o caminho que a suinocultura brasileira ainda precisa percorrer

Maurício Cabral Dutra
Palatabilizantes além do desempenho zootécnico de leitões: papilas gustativas, expressão gênica de cotransportadores e saúde intestinal

Palatabilizantes além do desempenho zootécnico de leitões: papilas gustativas, expressão gênica de cotransportadores e saúde intestinal

Letícia Guizzo Prof Dr. Vinicius Ricardo Cambito de Paula Prof. Dr. Sergio Luis Castro Junior Yasmin Silva Viana
Micotoxinas na ração suína: o risco começa no ingrediente

Micotoxinas na ração suína: o risco começa no ingrediente

Anna Lara M. Teixeira Carlos J.Kippert Gabriel C. Rocha Jansller L. Genova Lucas M. Teixeira
Frimesa põe o marketing para trabalhar e redesenha sua aposta na carne suína

Frimesa põe o marketing para trabalhar e redesenha sua aposta na carne suína

Priscila Beck
Inverno e doenças respiratórias na suinocultura: por que o frio aumenta os desafios sanitários?

Inverno e doenças respiratórias na suinocultura: por que o frio aumenta os desafios sanitários?

Geovana Coelho Ferreira Isabela de Andrade Luís Guilherme de Oliveira
Condição corporal e eficiência reprodutiva em fêmeas suínas: implicações e estratégias de manejo

Condição corporal e eficiência reprodutiva em fêmeas suínas: implicações e estratégias de manejo

Danilo A. Marçal Jaira de Oliveira Luciano Hauschild Rafaella Fernandes Carnevale Sara J. Sardinha
Coleta, transporte e destinação adequada de suínos mortos durante a produção

Coleta, transporte e destinação adequada de suínos mortos durante a produção

Dra. Masaio Mizuno Ishizuka
Microminerais orgânicos na nutrição de matrizes suínas: mais suporte para reprodução, lactação e desempenho da leitegada

Microminerais orgânicos na nutrição de matrizes suínas: mais suporte para reprodução, lactação e desempenho da leitegada

Equipe Técnica Biochem Brasil
A Engrenagem Humana: o elo entre a tecnologia e a alta produtividade

A Engrenagem Humana: o elo entre a tecnologia e a alta produtividade

Diogo Lima Goulart
Como trabalhar um dos maiores desafios das nossas maternidades: a mortalidade de leitões na lactação

Como trabalhar um dos maiores desafios das nossas maternidades: a mortalidade de leitões na lactação

Djane Dallanora
Caudofagia: entendendo o comportamento para prevenir perdas

Caudofagia: entendendo o comportamento para prevenir perdas

Natalia Sitanaka
Sanidade, bem-estar e gestão: os pilares práticos da sustentabilidade na suinocultura moderna

Sanidade, bem-estar e gestão: os pilares práticos da sustentabilidade na suinocultura moderna

Sula Alves
DESCUBRA
agriNews Play - Los podcast del sector ganadero en español
agriCalendar - El calendario de eventos del mundo agroganaderoagriCalendar
agrinewsCampus - Cursos de formación para el sector de la ganadería