Suinocultura Brasileira: expectativas e desafios, segundo Valdecir Folador
Folador destacou que, após um período difícil de 24 meses, marcado por altos custos de produção e baixos preços, o setor está começando a se recuperar.

Suinocultura Brasileira: expectativas e desafios, segundo Valdecir Folador
Durante o SIAVS 2024, o presidente da ACSURS (Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul), Valdecir Folador, conversou com a agriNews TV Brasil e trouxe informações valiosas sobre o setor suinícola. A entrevista revelou uma visão otimista sobre o futuro da suinocultura no Brasil, apesar dos desafios recentes.
Folador destacou que, após um período difícil de 24 meses, marcado por altos custos de produção e baixos preços, o setor está começando a se recuperar. A abertura de novos mercados na Ásia, como as Filipinas, que recentemente habilitaram plantas brasileiras, está criando oportunidades para o setor.
“A partir deste segundo semestre de 2024, temos perspectivas fantásticas tanto em termos de volume quanto de preços no mercado externo”, afirmou Folador. Ele enfatizou que a crise econômica global e as tensões comerciais, como o conflito entre China e Europa, podem beneficiar o Brasil, criando oportunidades para o setor.
Folador também abordou o impacto devastador das recentes enchentes no Rio Grande do Sul, que afetaram várias granjas de suínos. Ele revelou que aproximadamente 12.700 animais foram perdidos e cerca de 30.000 m² de instalações foram destruídos.
Apesar desses números alarmantes, ele ressaltou que o impacto econômico geral no setor foi mitigado pela magnitude do setor no estado. “Para quem perdeu, é tudo. Mas, para o setor como um todo, o impacto foi mais atenuado”, explicou.
A questão da biosseguridade foi outro ponto crucial abordado por Folador. A recente crise de Newcastle na avicultura serviu como um alerta para o setor suinícola.
“A sanidade é essencial para a nossa competitividade, tanto no mercado interno quanto externo”, disse ele. Folador destacou a necessidade de investimentos em biosseguridade e na atualização das instalações para atender às novas normas. O Rio Grande do Sul já está trabalhando na implementação de normativas para melhorar a biosseguridade nas granjas.
O presidente da ACSUR mostrou-se otimista quanto ao futuro da suinocultura, mas com uma abordagem cautelosa. Ele previu um crescimento moderado de 1 a 2% ao ano, que deve ser suficiente para atender à demanda interna e externa sem causar excessos na produção.
“O setor está mais maduro e está se ajustando melhor às condições de mercado”, afirmou Folador. Ele acredita que, com uma abordagem equilibrada e estratégica, o Brasil continuará a se consolidar como um importante produtor e exportador de carne suína.
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