As propostas apresentadas pela entidade têm como objetivo melhorias nas condições de crédito para os produtores rurais

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) protocolou junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) um ofício com contribuições para o Plano Safra 2026/2027. As propostas apresentadas pela entidade têm como objetivo melhorias nas condições de crédito para os produtores rurais, especialmente suinocultores, considerando as especificidades do setor, que tem necessidade constante de investimentos em tecnologia bem-estar animal.
Entre as propostas, a ABCS destacou a necessidade de inclusão permanente de uma linha de crédito no Plano Safra voltada à retenção de matrizes, com carência de dois anos para pagamento. O prazo se deve ao fato de que a atividade suinícola possui um ciclo produtivo mais longo em comparação com outras cadeias pecuárias, demandando cerca de nove meses entre a inseminação da matriz e o abate dos animais oriundos do ciclo reprodutivo. A matriz permanece em produção em média 5 ciclos, totalizando cerca de 24 meses.
Para embasar as contribuições, a ABCS utilizou dados da Embrapa Suínos e Aves referentes aos custos médios de janeiro de 2026 nos estados do Sul do país. O levantamento considerou despesas com aquisição de matrizes, alimentação, medicamentos e vacinas, estimando um custo direto de R$ 6.791,00 por matriz ao longo de 2,5 anos.
Com base no número de matrizes de produtores independentes em cada região do país, a associação estima a necessidade de aproximadamente R$ 239 milhões em recursos para atender cerca de 5% dos produtores independentes por meio da linha de crédito sugerida.
Outro tema apresentado ao MAPA no documento foi a adequação do limite por beneficiário da linha INOVAGRO. A ABCS propõe o aumento do limite individual para R$ 4,5 milhões e do crédito coletivo para R$ 13,5 milhões, considerando os investimentos necessários para adequações estruturais das granjas às exigências previstas na Instrução Normativa nº 113, de 2020.
Os cálculos envolvem reformas em instalações de gestação, ampliação de maternidades e investimentos em climatização e automação, voltados às exigências relacionadas ao bem-estar animal e à redução do uso de antimicrobianos.
Entre as propostas, a associação também incluiu a atualização do limite de renda bruta anual para enquadramento no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A proposta é elevar o teto de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões, considerando a variação dos custos e dos preços do setor nos últimos anos.
Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as propostas encaminhadas ao MAPA buscam aproximar as linhas de financiamento da realidade enfrentada pelos produtores.
“A atividade exige investimentos contínuos em tecnologia, biosseguridade e bem-estar animal. Por isso, defendemos que os mecanismos de crédito acompanhem a dinâmica e as necessidades do setor”, explica.
Fonte: ABCS
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