A proposta segue para sanção do Executivo e prevê a oferta da proteína ao menos uma vez por semana na rede estadual. Avanço reforça trabalho histórico da AGS e ações da ABCS em defesa da presença da carne suína na alimentação escolar.

A inclusão da carne suína na alimentação escolar da rede pública estadual de Goiás deu um passo decisivo na última quinta-feira, 13 de agosto. A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovou, em definitivo, a proposta que torna obrigatória a presença da proteína no cardápio das escolas estaduais pelo menos uma vez por semana. Com a aprovação em Plenário, a matéria segue agora para sanção do Poder Executivo.
A aprovação da medida proposta pelo deputado estadual Talles Barreto (UB), representa uma importante conquista para a suinocultura goiana e é resultado de uma pauta construída ao longo de mais de duas décadas. Desde 2003, a Associação Goiana de Suinocultores (AGS) desenvolve ações para incentivar a inclusão da carne suína na alimentação escolar nos municípios de Goiás e trabalha para que a iniciativa avance também em âmbito estadual.
O novo projeto ganhou força após a AGS conhecer uma iniciativa desenvolvida pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), responsável por compartilhar o Projeto de Lei nº 1.888/2025, elaborado e reivindicado pela entidade. A experiência serviu como referência para que a associação goiana trabalhasse a proposta de acordo com a realidade do estado. Após tramitar na Assembleia, o projeto recebeu nesta quinta-feira o aval definitivo dos deputados.
Entre os argumentos apresentados para justificar a medida estão os benefícios relacionados à diversificação da alimentação dos estudantes e ao estímulo à cadeia produtiva estadual. Segundo informações divulgadas pela própria Alego, a justificativa apresentada destaca que a iniciativa busca ampliar a qualidade nutricional da alimentação oferecida aos alunos, promover hábitos alimentares saudáveis e, ao mesmo tempo, incentivar a suinocultura de Goiás, especialmente a produção desenvolvida pela agricultura familiar.
Dessa forma, a medida ultrapassa os limites do ambiente escolar. Ao criar uma demanda regular pela proteína na rede estadual, a iniciativa também pode contribuir para valorizar os produtores locais, movimentar a cadeia produtiva e fortalecer a geração de emprego e renda no estado. Agora, com a aprovação definitiva pela Assembleia Legislativa, Goiás avança para uma nova etapa. A proposta segue para sanção do Executivo e, caso seja sancionada, tornará obrigatória a inclusão da carne suína pelo menos uma vez por semana no cardápio da alimentação escolar da rede estadual.
Segundo o presidente da AGS, Bruno Mariano, “Temos hoje uma proteína animal de alta qualidade, produzida em granjas tecnificadas, com preocupação diária no bem-estar dos animais, na nutrição e no melhoramento genético. O resultado é uma carne saborosa, saudável e de origem certificada, pronta para chegar à mesa dos nossos estudantes.”
Em nível nacional, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) também trabalha para apoiar e incentivar o avanço da carne suína na alimentação escolar. Uma das frentes dessa atuação é a cartilha de alimentação escolar, desenvolvida como ferramenta de apoio para ampliar o conhecimento sobre a proteína e oferecer informações que auxiliem sua inserção nos cardápios das escolas, acesse aqui: https://abcs.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Projeto-Cartilha-Web-1.pdf
O material integra os esforços da entidade para aproximar a suinocultura dos profissionais e gestores envolvidos na alimentação escolar, contribuindo para esclarecer dúvidas, disseminar informações técnicas e apoiar a construção de cardápios diversificados com a presença da carne suína.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, “Esse trabalho reforça a importância da articulação entre as entidades estaduais e a ABCS para que iniciativas locais possam ganhar escala e avançar como políticas públicas. A aprovação em Goiás demonstra, ainda, como a troca de experiências entre diferentes estados pode contribuir para fortalecer uma pauta de interesse de toda a cadeia produtiva”, conclui.
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