Maior oferta de carne suína no terceiro trimestre pode limitar a tradicional valorização das cotações no fim do ano, segundo o Cepea.

Produção de suínos pode limitar alta dos preços no fim de 2026
Cepea, 27/08/2026 – A produção de carne suína deve atingir seu pico entre julho e setembro, segundo estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), elaboradas com base em dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cenário de oferta elevada pode limitar a valorização da proteína no fim de 2026, período em que os preços tradicionalmente avançam diante do aumento da demanda.
De acordo com o Cepea, o terceiro trimestre costuma concentrar a maior produção de carne suína do ano. O movimento ocorre porque os agentes do setor se preparam para atender ao crescimento da demanda nos mercados doméstico e externo no último trimestre.
A tendência de maior produção entre julho e setembro também deve se manter em 2026. Com isso, a oferta mais elevada pode reduzir o espaço para avanços mais expressivos das cotações nos últimos meses do ano.
Pesquisadores do Cepea destacam que a sobreoferta de carne suína no mercado independente vem sendo observada durante boa parte de 2026. O excesso de disponibilidade tem contribuído para pressionar os preços tanto do animal vivo quanto dos cortes, mantendo as cotações em patamares historicamente baixos.
O cenário coloca o setor diante de um possível contraponto no fim do ano: embora a demanda costume crescer e favorecer a recuperação dos preços, a maior disponibilidade de carne pode limitar esse movimento.
Assim, a evolução das cotações nos próximos meses dependerá do equilíbrio entre oferta e demanda, especialmente diante da expectativa de maior consumo no mercado interno e do comportamento das exportações.
Produção de suínos pode limitar alta dos preços no fim de 2026
Fonte: Cepea.
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