Pós-desmame sem óxido de zinco: roteiro prático para atravessar a transição com menos perdas
Professor César Garbossa apresentou um guia direto para a suinocultura brasileira se preparar para um cenário sem óxido de zinco no pós-desmame.

Pós-desmame sem óxido de zinco: roteiro prático para atravessar a transição com menos perdas
No estúdio agriNews Play — iniciativa da suínoBrasil e estúdio oficial do 21° Congresso Nacional da Abraves — o professor César Garbossa apresentou um guia direto para a suinocultura brasileira se preparar para um cenário sem óxido de zinco no pós-desmame, tendência já consolidada na União Europeia (limite atual de 150 ppm).
“Não é simples, mas é possível. Quanto antes começarmos, menor o choque quando a mudança chegar”, resume.
Assista a entrevista completa:
Segundo Garbossa, a travessia combina manejo sólido, formulação inteligente e aditivos bem escolhidos. Ele lista três pilares inegociáveis:
No controle de E. coli pós-desmame sem óxido, Garbosa destaca o papel dos ácidos orgânicos na modulação do pH ao longo do TGI e a sinergia com probióticos e fibras. Sobre cobre em níveis elevados, antecipa que seguirá o caminho do zinco: “A regulação vai apertar; a resposta está em dietas mais digestíveis e em nutrição de saúde, não em muletas.” Para isso, propõe que o nutricionista atue como “nutrólogo”, orquestrando ingredientes, aditivos e metabolismo com foco na integridade intestinal.
No detalhamento do creep, o professor citou estudos que mostram maior consumo quando o coxo fica próximo à cabeça da matriz, recomendou manter a mesma formulação do creep na primeira ração pós-desmame e citou o imprinting de sabor na gestação/lactação para reduzir neofobia. Uma meta-análise conduzida pelo grupo indica benefícios ao estender o creep por ~14 dias, mesmo com algum desperdício.
Assista a entrevista completa:
Para quem quer “pilotar” a mudança, Garbosa sugere uma linha do tempo prática:
“Pode parecer distante, mas quando vier, virá de forma impositiva. Preparar-se agora é mais barato e seguro do que reagir depois”, conclui. Garbosa reforça a confiança no sistema produtivo nacional e um recado final: “Confie na ciência feita aqui. A academia está ao lado do produtor para transformar conhecimento em resultado de campo.”
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