O VIGIAGRO é o órgão da Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA que atua exercendo atividades de inteligência, gerenciamento de risco, controle e fiscalização envolvidas na vigilância agropecuária internacional. Confira a reportagem completa e a declaração do Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)!

A Peste Suína Africana (PSA) tem sido observada desde o início do século 20 no sul e leste africanos e inicialmente era caracterizada pelos aspectos clínico-patológicos semelhantes à peste suína clássica (PSC). No entanto, posteriormente foi observado que as duas enfermidades são distintas.
A suspeita inicial da enfermidade baseia-se principalmente na observação dos sinais clínicos de doença hemorrágica. Porém, o uso de técnicas laboratoriais, como as moleculares, é imprescindível para a confirmação do diagnóstico.
Em setembro de 2018, o vírus da PSA foi detectado em suínos de subsistência na China e na Romênia e em javalis na Bélgica. Nestes surtos, a fonte comum de infecção foram restos de alimentos contendo produtos não cozidos, derivados de suínos, contaminados com o vírus.
A PSA é uma doença de notificação obrigatória aos órgãos oficiais nacionais e internacionais de controle de saúde animal, com potencial para rápida disseminação e com significativas consequências socioeconômicas, calculadas em cerca de 5,5 bilhões de dólares apenas no Brasil.
Não existe vacina ou tratamento para PSA.
Recentemente um caso de Peste Suína Africana detectado em um javali na Alemanha na última quinta-feira (10), países que adquiriam carne suína ou processados da proteína, como China, Japão, Coreia do Sul, Argentina e Brasil, suspenderam as aquisições.
Para compreender um pouco mais sobre as medidas restritivas do Brasil para garantir a segurança do plantel de suínos, a SuínoBrasil entrevistou a Coordenação Geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional, o VIGIAGRO, Fábio Florêncio Fernandes.
O VIGIAGRO é o órgão da Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA que atua exercendo atividades de inteligência, gerenciamento de risco, controle e fiscalização envolvidas na vigilância agropecuária internacional. Tem a função de realizar o controle e a fiscalização de animais, vegetais, insumos (inclusive alimentos para animais), produtos de origem animal e vegetal, além de embalagens e suportes de madeira importados, exportados e em trânsito internacional (incluindo bagagens acompanhadas) pelo Brasil. Essas atividades são privativas do MAPA.
De forma resumida, o VIGIAGRO é responsável pelas atividades de controle e fiscalização das operações de comércio internacional envolvendo produtos de interesse agropecuário. A Instrução Normativa nº 39/2017, em seu Art 7º, estabelece um rol exemplificativo do que são considerados produtos de interesse agropecuário.
Hoje, o Brasil possui 55 unidades, 05 Serviços Técnicos e 07 Regionais que se localizam nos Portos, aeroportos e Postos de Fronteiras, compostos por 427 servidores, sendo 202 Auditores Fiscais Federal Agropecuário/Agro, 120 Auditores Fiscais Federal Agropecuário/Vet, 62 Agentes de Atividade Agropecuária 43 Agentes de Inspeção de Produtos de Origem Animal que dão atendimento a 355 Recintos Alfandegados.
A atuação do VIGIAGRO na barreira sanitária nacional no controle da suinocultura nacional contra a Peste Suína Africana,
“continua normalmente nos portos, aeroportos e postos de fronteiras. Todas as suas unidades foram avisadas desde os primeiros focos de PSA – Peste Suína Africana no mundo. Uma vez o país apresente focos de PSA tem sua importação de produtos de origem suínas proibido de adentrar no país, fato que foi comunicado semana passada nos pontos de atuação do VIGIAGRO para os produtos de origem animal vindos da Alemanha”, esclarece o Coordenador-Geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional – CGVIGIAGRO, Fábio Florêncio Fernandes.
Além disso, o Coordenador ainda ressalta que suínos de países com focos tem sua entrada totalmente proibida pelo Departamento de Sanidade Animal -DSA/MAPAe o VIGIAGRO executa a determinação da área técnica.
O Coordenador-Geral faz um alerta sobre os riscos do transporte ilegal de produtos de origem animal, ressaltando que a principal forma de entrada é por tentativa ilegal por meio de bagagens dos viajantes e encomendas via correios e carga expreess.
O Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destaca
“Quando vemos um exemplo desses, enxergamos uma oportunidade para o Brasil aumentar suas exportações, por outro lado, chama a atenção o reforço dos cuidados que devemos ter para que essa doençanão chegue ao Brasil. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem trabalhado fortemente com a ministra Tereza Cristina, os secretários e o VIGIAGRO para que não venha nenhum risco para o nosso país.”
Além disso, Ricardo Santin enfatiza
“Redobrar os cuidados é ajudar o país, redobrar os cuidados é cuidar de você e da comida do nosso Brasil e, acima de tudo, manter a sanidade do nosso plantel que nos permite ser o 4º maior exportador de carne suína do mundo!”
Confira a declaração no nosso canal no Youtube: https://youtu.be/pUwP5avtjJI
Fonte: Redação SuínoBrasil.
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