11 fev 2021

Boletim CEPEA aponta retração na demanda de carne suína em janeiro

As exportações totais de carne suína tiveram forte recuo em janeiro, chegando ao menor volume desde agosto de 2019. A retração das compras por parte da China, principal destino do setor, motivou a diminuição dos embarques. Clique para acessar o levantamento do CEPEA do mês de janeiro!

Boletim CEPEA aponta retração na demanda de carne suína em janeiro

As exportações totais de carne suína tiveram forte recuo em janeiro, chegando ao menor volume desde agosto de 2019. A retração das compras por parte da China, principal destino do setor, motivou a diminuição dos embarques. Ressalta-se que essa dependência das vendas ao país asiático já preocupa a suinocultura brasileira há algum tempo e isso tem levado o setor a buscar cada vez mais novos demandantes externos.

Segundo dados divulgados pela Secex e compilados pelo Cepea, no total de janeiro, foram exportadas 62,2 mil toneladas de carne suína, considerando produtos processados e in natura, quedas expressivas de 24,4% na comparação com dezembro e de 8,6% frente ao de janeiro/20. Trata-se, também, do menor volume em 17 meses.

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Exportações de carne suína in natura entre janeiro/20 e janeiro/21, volume e receita

Mesmo com a desvalorização do Real frente ao dólar em janeiro, a receita gerada pelo setor ainda foi a menor em 11
meses, puxada justamente pela queda no volume embarcado. Na média do primeiro mês de 2021, os embarques geraram ao setor R$ 779 milhões, sendo 19,6% abaixo do montante de dezembro, mas ainda 14,7% acima do observado em janeiro/20.

De dezembro a janeiro, os embarques à China recuaram 27,4%, totalizando 32,6 mil toneladas no último mês. Ainda de acordo com a Secex, a China foi destino de 52,5% de toda carne suína exportada pelo Brasil em janeiro, 2,2 pontos percentuais a menos do que em dezembro. A possibilidade de retração das vendas à China em 2021 deixa o setor brasileiro em alerta, uma vez que as vendas externas contribuem para equilibrar a disponibilidade interna de carne suína, principalmente em períodos de consumo doméstico enfraquecido, como é o caso do cenário atual.

Essa situação, inclusive, já foi vivenciada pelo setor. O incremento nas compras chinesas é recente – sendo verificado a partir de meados de 2019 – e, até então, o principal destino externo do setor suinícola nacional era a Rússia, que chegou a ser responsável por 38,2% dos embarques brasileiros em novembro/17. No encerramento de 2017, contudo, o país russo reduziu drasticamente as aquisições da proteína brasileira, trazendo forte recuo nos preços internos do setor.

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