Estudo conduzido no Brasil pela Novus reforça a importância de estratégias nutricionais direcionadas ao desafio por E. coli no pós-desmame, fase em que alterações intestinais podem comprometer ganho de peso e resiliência dos leitões.

A estrutura do estúdio Conexão Nucleovet, montado durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) em parceria com a agriNewsBrasil, foi palco de uma entrevista dedicada a um dos períodos mais sensíveis da produção de suínos. A conversa reuniu Viviane Ugolini, gerente de Vendas de Suínos e Aves da Novus, para discutir como o desafio por Escherichia coli pode comprometer o desempenho dos leitões antes mesmo do aparecimento de sinais clínicos.
O desafio começa antes dos sinais
O pós-desmame reúne uma série de fatores capazes de reduzir a resiliência dos leitões. A mudança de ambiente, a mistura de animais, a disputa por alimento e espaço e a imaturidade intestinal criam condições favoráveis para que desafios por E. coli afetem o lote.
Segundo Viviane, a bactéria pode comprometer o desempenho mesmo quando não há manifestação clínica evidente. Por ser um agente toxigênico, o desafio pode contribuir para a disbiose e levar o animal a direcionar energia para lidar com o processo intestinal, em vez de destiná-la ao crescimento.
“A E. coli é um agente que rouba muito desempenho. Independente se esteja clínica ou subclínica, ela vai estar trabalhando com a disbiose intestinal, fazendo com que esse leitão desvie toda a sua energia de ganho de peso”, explicou.
A Novus realizou no Brasil um estudo com desafio por E. coli F18, buscando avaliar respostas a estratégias nutricionais durante essa fase crítica.
Na entrevista, Viviane destacou a diferença entre o ácido benzoico protegido e a forma livre. Segundo ela, a proteção permite que o ingrediente atravesse o ambiente ácido do estômago e seja disponibilizado posteriormente no intestino, justamente em regiões onde a E. coli pode estar presente.
Essa característica é apontada pela empresa como um dos diferenciais do Provênia, solução baseada em ácido benzoico protegido.
Na prática, os efeitos esperados podem ser observados principalmente em indicadores de desempenho. O ganho de peso é um dos primeiros pontos destacados pela especialista, acompanhado pela redução de refugagem e, em situações de desafio, pela possibilidade de impacto sobre a mortalidade.
O objetivo é preservar a resiliência do leitão para que a energia disponível seja direcionada ao crescimento, em vez de ser consumida na resposta aos desafios intestinais.
Para Viviane, não existe uma estratégia única para todas as granjas. O primeiro passo é identificar onde e quando o lote apresenta maior desafio, avaliando a fase de creche em que ocorrem as principais perdas de desempenho ou manifestações relacionadas à colibacilose.
A análise individualizada também ganha relevância diante da busca por alternativas que contribuam para reduzir a dependência de antibióticos.
“A estratégia é personalizada. Isso é uma nutrição inteligente que a gente traz para o nutricionista”, afirmou.
Entrevista completa
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